sábado, julho 4, 2026
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II Semana do Clima da Amazônia debate soluções ambientais em Belém

Foi apresentado ontem, sexta-feira, 03, na II Semana do Clima da Amazônia, programas e políticas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. O evento apresentado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) durante a II Semana teve como tema “Instrumentos da Gestão Ambiental no Município de Belém e no Estado do Pará” e ocorreu na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), no bairro do Marco. A Semana do Clima da Amazônia se encerra neste sábado, 04.

O evento dá continuidade às discussões promovidas durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30) e teve como objetivo debater temas relacionados às mudanças climáticas, gestão ambiental, bioeconomia e às iniciativas desenvolvidas por Belém e pelo Estado do Pará nessas áreas.

A programação reuniu painéis conduzidos por representantes da Prefeitura de Belém e do Governo do Estado, abordando temas como o Programa Belém Mais Verde, o Plano Local de Ação Climática de Belém, o Plano Municipal de Redução de Risco, a Política Estadual de Mudanças Climáticas do Pará, o Plano Estadual Amazônia Agora e o Plano de Bioeconomia.

BELÉM MAIS VERDE

Durante o seminário, a pesquisadora e assessora técnica da Semma Bárbara Paiva apresentou o Programa Belém Mais Verde, principal projeto da secretaria para adaptação, mitigação e fortalecimento da resiliência climática do município, por meio de ações que incorporam Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

“O Programa Belém Mais Verde é o programa carro-chefe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Ele está totalmente relacionado à adaptação e mitigação das mudanças climáticas utilizando soluções baseadas na natureza. Para isso, foram desenvolvidos oito subprojetos que contemplam essas iniciativas para que Belém se torne uma cidade mais adaptada diante das mudanças climáticas”, explicou ela.

Segundo Bárbara Paiva, o primeiro subprojeto é o Plante Aqui, que permite à população solicitar o plantio de árvores por meio do WhatsApp, enviando foto e localização da área desejada, seja em calçadas ou propriedades particulares.

Outro eixo é o das Microflorestas Urbanas. Até o momento, 17 áreas já foram mapeadas para implantação dessas estruturas, mas a meta é ampliar esse número. De acordo com a assessora, cada microfloresta contribui para reduzir a temperatura do entorno e melhorar o microclima urbano.

O programa também contempla os Corredores Verdes, iniciativa que prevê o transplantio de árvores para vias previamente mapeadas pelo município, incluindo bairros periféricos. As mudas são retiradas de áreas adequadas e replantadas em locais com menor cobertura vegetal. Conforme Bárbara Paiva, a prioridade da Semma é atender regiões mais vulneráveis aos impactos da crise climática.

SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA

Entre os subprojetos está ainda os Jardins de Chuva, que utilizam soluções baseadas na natureza para auxiliar na redução de alagamentos, melhorar a infiltração da água no solo, minimizar inundações e contribuir para o conforto térmico, além de agregar paisagismo por meio do plantio de espécies arbóreas.

Outro eixo do programa é voltado para a sociobioeconomia em áreas periféricas, com a implantação de agroflorestas urbanas, sistemas agroflorestais, quintais produtivos e hortas comunitárias.

A iniciativa também prevê a criação das Escolas Agroflorestais, voltadas à educação ambiental e climática. O objetivo é incentivar crianças e adolescentes a multiplicarem os conhecimentos adquiridos em seus bairros, quintais e comunidades.

O sétimo subprojeto é o Vaga Verde, que transforma espaços equivalentes ao tamanho de uma vaga de estacionamento em áreas arborizadas, com paisagismo e vegetação, ampliando a permeabilidade do solo e contribuindo para o conforto térmico.

Dispersão de sementes por drones

Fechando o conjunto de ações, o oitavo subprojeto prevê a dispersão de sementes por drones, principalmente em áreas de difícil acesso, como as ilhas de Belém, que são as regiões mais impactadas pelo desmatamento e pelas queimadas. A tecnologia também deverá ser utilizada em outras áreas do município.

“Esses são os oito projetos da secretaria, que também estão conectados às estratégias de enfrentamento ao El Niño. Esse programa é norteador para nossa estratégia de adaptação aos eventos climáticos extremos”, destacou Bárbara Paiva.

PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE

O seminário reuniu um grande público, formado principalmente por representantes da sociedade civil, pesquisadores, instituições e comunidade em geral.

Entre os participantes estava o assistente administrativo da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) André Chaves, que destacou a importância do debate.

“Estou fazendo mestrado em Planejamento e Desenvolvimento Urbano e acredito que o evento trouxe grandes informações sobre o que a Prefeitura está fazendo para mitigar as crises climáticas e sobre as ações que ainda serão implementadas. Acho muito importante que a sociedade civil participe desse debate”, afirmou o servidor público.

Fonte e imagem: Agência Belém

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