segunda-feira, julho 13, 2026
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Dia Mundial do Rock: o grito que atravessou gerações e ecoa forte em Belém

O Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho, não é apenas uma data no calendário musical. É a lembrança viva de um movimento que ultrapassou o som das guitarras e se transformou em comportamento, atitude e identidade cultural, em essência. Em Belém, no Pará, essa energia segue pulsando em bares, festivais independentes e nas novas gerações que mantêm acesa a chama do gênero.

O rock nasceu nos Estados Unidos, na década de 1950, a partir da fusão de ritmos como blues, gospel, country e rhythm and blues. Mais do que um estilo musical, ele surgiu como expressão de uma juventude inquieta, questionadora e em busca de liberdade.

Desde então, o gênero se espalhou pelo mundo e ganhou inúmeras vertentes. Do rock clássico ao alternativo, passando pelo hard rock e chegando ao pesado e visceral heavy metal, o estilo se reinventou sem perder sua essência: a rebeldia e a contestação.

PARAENSÍSSIMO

No Pará, o rock encontrou terreno fértil para crescer com identidade própria. Em Belém, casas alternativas e movimentos underground ajudaram a construir uma cena que mistura influências amazônicas com o peso das guitarras. Bandas locais carregam essa fusão sonora, criando um rock que dialoga com a cultura regional sem perder a pegada universal.

Entre os subgêneros, o heavy metal se destaca pela intensidade. Surgido entre as décadas de 1960 e 1970, ele trouxe distorções mais agressivas, riffs marcantes e uma estética mais sombria, ampliando os limites do rock tradicional.

RÍTMO MANEIRO

Mas há também o chamado “rock maneiro”, mais leve, dançante e popular, que conquistou rádios e multidões ao longo das décadas. Essa diversidade é uma das grandes forças do gênero: ele é plural, democrático e em constante transformação.

No Brasil, o rock ganhou força a partir dos anos 1980, com bandas que traduziram o espírito contestador para a realidade nacional. Letras sobre política, desigualdade e cotidiano urbano transformaram o gênero em ferramenta de reflexão social. Legião Urbana, Nenhum de Nós, Barão Vermelho, Kid Abelha e os Abóroras Selvagens, passando por Gilberto Gil (Punk da Periferia). A geração dos anos 80 conheceu o rock à brasileira tão lembrado até hoje.

REBELDIA

Globalmente, o impacto do rock é incontestável. Ele influenciou diretamente outros estilos musicais, ajudou a consolidar o conceito de bandas como coletivos e moldou a indústria fonográfica como conhecemos hoje. É o caso da discothèque, ou música disco.

Em Belém, o rock segue vivo — nas guitarras distorcidas, nos palcos alternativos e no coração de quem vê na música uma forma de expressão e resistência. Neste 13 de julho, mais do que celebrar, é tempo de reconhecer: o rock não envelhece. Ele se reinventa.

E continua fazendo barulho!

Por ROBERTO BARBOSA, Edição: NAZARÉ SARMENTO, da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens ilustrativas

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