O futuro da Feira Verde, em Parauapebas, voltou ao debate nos últimos dias após uma reunião entre feirantes, o deputado federal Keniston Braga, o pré-candidato a deputado estadual Júnior do Macre e o ex-prefeito Darci Lermen. O encontro teve como pauta a busca de uma solução para o impasse envolvendo a área destinada à construção de uma feira livre e terminou com o compromisso das lideranças de trabalhar pela retomada do projeto.
Durante a reunião, os feirantes apresentaram suas reivindicações e relataram as dificuldades enfrentadas após a retirada das estruturas construídas no local. A área, localizada nas proximidades do Bairro dos Minérios e do acesso pela PA-160, passou a ser ocupada por trabalhadores que aguardavam a implantação definitiva do espaço destinado à comercialização de produtos, especialmente ligados à agricultura familiar e pequenos produtores.
Darci Lermen relembrou que, durante sua gestão como prefeito, a área foi desapropriada pela Prefeitura para receber a Feira Verde. “Não consigo entender como alguém teve a coragem de impedir de abrir a feira de vocês, se nós já tínhamos comprado a área, já tínhamos desapropriado a área”, afirmou durante o encontro. Segundo ele, a iniciativa representava uma oportunidade de organização e fortalecimento dos trabalhadores.
O deputado federal Keniston Braga, que na época ocupava a Secretaria de Governo da administração municipal, destacou que participou da construção inicial do projeto. “O início foi dado. Darci me passou essa missão quando eu era secretário de governo. A gente foi lá e deixou o negócio comprado e encaminhado”, disse aos feirantes.
Durante a reunião, Darci também citou os investimentos feitos pelos trabalhadores na expectativa de consolidação do espaço. “Vocês já tinham gastado o dinheirinho lá para fazer o barraquinho lá. Aí, de repente, isso é jogado por terra. Isso é terrível, isso dói, isso machuca e isso é injusto”, declarou.

Júnior do Macre defendeu a participação dos pequenos produtores nas decisões sobre políticas públicas. “Eu quero um lugar na mesa para discutir o que importa para o povo. Se o pequeno não tiver espaço, não tiver voz, não tiver linha de crédito, não tiver estrutura, não tiver apoio para ter uma feira de qualidade, isso não é justo”, afirmou.
O encontro ocorreu após a repercussão da violenta retirada de estruturas na área. Os feirantes foram surpreendidos pela entrada de máquinas e equipes da Prefeitura de Parauapebas em junho de 2025. Segundo a presidente da associação dos trabalhadores, Silvany Vânia, os ocupantes estavam no local havia mais de um ano e aguardavam a implantação da feira. Ela afirmou, à época, que a área havia sido adquirida para esse objetivo e que as construções feitas pelos trabalhadores serviam para organizar a ocupação enquanto aguardavam uma definição.
A Prefeitura chegou sem avisar, retirando violentamente as estruturas sob o argumento que as construções existentes não tinham autorização ou regularização para permanecer no local, apesar da desapropriação já efetivada. É mais uma categoria que se sente atacada pela gestão de Aurélio Goiano, com episódios recorrentes de ações violentas e desrespeito oas trabalhadores de Parauapebas.
O episódio transformou uma questão administrativa em um debate político sobre o destino do terreno e a responsabilidade pela concretização do projeto. Agora, com a reunião envolvendo Keniston Braga, Júnior do Macre e Darci Lermen, os feirantes veem um novo horizote e vislumbram uma saída negociada para o impasse, que permita a implantação definitiva da Feira Verde e a retomada do espaço como ponto de apoio à produção e ao comércio local.

Fonte e imagens: Agência Pauta Parlamentar






