Esta foi a primeira vez que tive a oportunidade de ler a obra de uma autora irlandesa. Trata-se de Lucinda Riley, que nos apresenta uma história fantástica, um conto de fadas em toda a sua essência, com todas as características de romance, ficção, encontros, desencontros, destinos selados, ódio e ingratidão, mas também, o apelo de uma criança maravilhosa, de alma que, se existir como é apresentada, com certeza, está no céu. Eu amei o enredo do começo ao fim, cada capítulo com uma pitada de pimenta que não nos deixa ficar com o livro fechado por muito tempo.
Sabe aquela novela que a gente fica doido pra ver o próximo capítulo e, embora sabendo que se trata de uma ficção, a gente fica imaginando as coisas, o que pode ser, o que pode acontecer? É assim com o livro.
Aliás, não tem nada a ver, mas vou relembrar a crítica que fiz anos atrás da obra “Christine, o carro assassino”. O enredo do livro é muito mais chocante, apavorante que o filme fartamente exibido pela TV aberta no Brasil. Pois bem, digamos que “A garota do Penhasco” tem a mesma pegada de prender o leitor. Claro que são enredos totalmente diferentes, mas o apetite pela leitura é aberto do começo ao fim e vale à pena conferir.
Publicado no Brasil pela editora Arqueiro Ltda., o livro nos leva a pensar numa Irlanda bastante discriminada pelo mundo dos grandes como Inglaterra e Estados Unidos, mas que nos reserva seus encantos e tradições, vida pitoresca e tranquila, diferente do que acontece em Londres ou em Nova Iorque. A história envolve não apenas essas duas grandes metrópoles como também a região de West Kork, condado de Kork, na Irlanda.
A história é engraçada porque, em nenhum momento, Lucinda Riley se envolve diretamente, como autora, com quaisquer personagem, mas assume o papel de uma das protagonistas, Aurora, que é de fato a garota do penhasco, onde conheceu a bela Grania, uma artista plástica que trabalha com escultura e que interrompeu um longo romance após decepção com o amado Matt, em Nova Iorque e, sendo irlandesa, retorna para West Kork. Aurora muda a vida de Grania e esta passa por situações inimagináveis, repetindo uma história de união de famílias que remonta cerca de 100 anos atrás. Coisa doida, mas gostosa. No final, Riley não apenas mostra o “eu” de cada personagem, como um final feliz e uma destruição terrena para renascimento no além. Fantástico!
Por ROBERTO BARBOSA, Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Reprodução





