Técnico do clube de Campinas sofre com salários atrasados e falta de estrutura
Gustavo Riguetti, da CNN Brasil
O técnico da Ponte Preta, Márcio Zanardi, fez um forte desabafo após o empate por 1 a 1 com o Náutico, na noite da última sexta-feira (14), no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 22ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O treinador expôs a dura realidade vivida pelo clube.
Ao abordar a grave crise financeira, Zanardi deixou claro que as dificuldades enfrentadas pela Macaca vão muito além dos recorrentes atrasos salariais.
“O clube precisa de dinheiro, precisa virar SAF, senão vai fechar. Isso é realidade, independentemente de A, B ou C. Precisa de estrutura, investir em pessoas e fazer com que as coisas possam caminhar para um cenário melhor”, disse Zanardi.Play Video
Há funcionários na Ponte que não recebem há mais de um ano. De acordo com o técnico, as condições de trabalho também são preocupantes.
“Não é só salário. São as condições. As condições estão aí, o CT precisando de campo. Se a gente está sem salário, precisando, imagina o segurança, a tia da cozinha. Estamos jogando por eles também”, completou.
O cenário caótico na Ponte ajuda a explicar o momento esportivo do clube, que foi rebaixado no Campeonato Paulista no primeiro semestre e faz uma campanha catastrófica na Série B. São 16 partidas consecutivas sem vencer, com 13 derrotas no período.
Lanterna da competição, a Macaca soma apenas 10 pontos após 22 jogos e está em situação extremamente delicada na luta contra o rebaixamento para a Série C.





