terça-feira, agosto 18, 2026
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Cultura, aprendizado e muita diversão em família

Da tradicional arte da fotografia à pintura em realidade virtual, pais e filhos têm encontrado cada vez mais opções para passar tempo de qualidade juntos

Diminuir o tempo de tela das crianças é um desafio cada vez maior na vida de muitos pais e responsáveis. Mas, a mesma diversão que preocupa pelo excesso pode ser o que une famílias nos momentos de lazer, basta encontrar boas oportunidades. E foi isso que levou a doula Fernanda Pacheco a inscrever o filho Eduardo, de 10 anos, na oficina de pintura em realidade virtual realizada no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, no domingo, 16, dentro da programação educativa da exposição Floresta Encantada.

“Usei todos os pincéis que tinham, principalmente o verde, que é a minha cor favorita. Gostei muito mesmo. Testei tudo e, na próxima vez, vou escolher o pincel que eu quero pra fazer uma arte bonita”, afirmou o menino, que, ainda não havia tido a experiência de pintura virtual.

“A realidade virtual é algo que está muito presente na vida das crianças, porém, de outra forma – de jogos nos computadores e celulares, por exemplo. E essa oficina traz a arte da pintura para essa realidade que eles estão acostumados, o que é muito interessante”, explicou Fernanda.

A mesma empolgação de Eduardo foi sentida por Rebeca Silva e o filho Heitor, de 9 anos, que participaram juntos da oficina.  “Eu amo desenhar, então eu gostei demais!”, disse o pequeno. “Eu achei maravilhoso, foi muito divertido, utilizei tudo o que eu tinha pra utilizar e me diverti bastante, assim, como ele. É muito válido ter esse momento em família. Inclusive, o meu marido, que veio só como acompanhante, vai agora conosco participar da exposição Floresta Encantada”, completou Rebeca.

Fotografia – No sábado, 15, o casal de antropólogos Deylane Baía e Breno Sales, também esteve no Centro Cultural, com o filho Emílio, de 7 anos, mas para uma outra atividade artística em família: a oficina “Campo, corte e extracampo. Olhos de ver com Salgado”, ministrada pelo fotógrafo Miguel Chikaoka, como parte da Exposição Trabalhadores, de Sebastião Salgado, em exibição até o fim deste mês no local. “A gente trouxe o Emílio porque ele sempre nos acompanha, mas, sobretudo, porque era um momento com o Chikaoka, que a gente já acompanha há muitos anos e procura aprender com ele sempre que tem oportunidade”, afirmou.

Para Breno, estar no Centro Cultural com a família tem ainda o significado mais especial: “a minha mãe trabalhou aqui – entrou na segunda metade da década de 1970 e se aposentou por aqui”, lembrou. “É muito bom ver esse espaço, com esse movimento, nessa área da cidade – uma área que pulsa cultura e é parte tão importante da nossa história”, concluiu.

A oficina propôs aos participantes a criação de dispositivos de enquadramento para experimentar diferentes recortes das fotografias, observando não apenas o que está dentro da imagem, mas também o que se pode imaginar ou perceber para além de seus limites. “O que me interessa aqui é sempre essa troca de olhares, a ativação do campo de visão, no sentido, assim, do pensamento de cada um, trazida a partir da sua própria experiência de vida”, destacou Chikaoka.

Aposentada – A funcionária pública aposentada, Sandra Muniz, também participou da oficina de fotografia e confessa que é frequentadora assídua do espaço, onde todas as programações são gratuitas.

“Cada oficina a gente leva um pouquinho para dentro da gente. E hoje eu vim aqui adquirir um pouco mais de conhecimento a partir da obra do Sebastião Salgado, nessa oficina com o Miguel Chikaoka. Eu tô sempre por aqui, faço o possível para aproveitar – inclusive, hoje, para poder participar, deixei todo o almoço pronto porque sabia que a programação ia entrar pela tarde”, ressaltou.

Programação e horários – O Centro Cultural Banco da Amazônia tem atividades gratuitas sempre de terça a domingo, inclusive nos fins de semana e feriados. Atualmente, o espaço tem quatro exposições abertas à visitação. São elas: Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia; Trabalhadores, com fotografias de Sebastião Salgado; Povos Amazônicos não morrem, viram semente, com pinturas de Rafael Prado; e Floresta Encantada, do Duo VJ Suave, uma experiência em realidade virtual que conduz os visitantes por um universo inspirado na fauna brasileira e em narrativas construídas em diálogo com povos indígenas.

O espaço está localizado na avenida Presidente Vargas, 800, no bairro da Campina, em Belém, e tem livre acesso nos seguintes horários: terça a sexta, das 10h às 16h. Sábado, domingo e feriados, das 10h às 14h.

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