Campanha do acessório inteligente criado por Mark Zuckerberg enfrenta reação negativa por debates sobre invasão de privacidade e segurança.
A atriz brasileira Bruna Marquezine tornou-se o novo centro de uma controvérsia envolvendo a Meta e a Ray-Ban. Anunciada em junho de 2026 como a nova embaixadora da linha de óculos inteligentes desenvolvida em parceria com a empresa de Mark Zuckerberg, a artista passou a receber duras críticas de seus seguidores e fãs nas redes sociais.
Entenda a Polêmica e os Riscos à Privacidade
A linha de acessórios da Meta vem enfrentando questionamentos globais devido à capacidade do dispositivo de registrar fotos e vídeos de maneira discreta. A falta de sinalização ostensiva ao gravar faz com que pessoas ao redor sejam filmadas sem consentimento, gerando preocupações sobre vigilância contínua e assédio.
- Rejeição Internacional: No Reino Unido, o acessório já foi banido de bares, restaurantes e teatros. Em Londres, o grupo ativista Everyone Hates Elon espalhou cartazes satíricos comparando o impacto da tecnologia à perda de privacidade e limites de consentimento.
- Apelidos e Vulnerabilidade: Nas redes sociais, o dispositivo ganhou apelidos pejorativos por expor principalmente mulheres e crianças a gravações não autorizadas em locais públicos, deixando-as vulneráveis a ações mal-intencionadas.
A Parceria e a Fala Oficial
Ao celebrar a novidade, Marquezine destacou os óculos como uma extensão do estilo pessoal, afirmando em nota oficial estar honrada em representar a marca e construir projetos integrados ao universo da moda e da tecnologia. A marca, por sua vez, apontou que a atriz traz uma perspectiva contemporânea e alinhada às transformações culturais.

Reação dos Fãs e Comentários
Apesar do tom comemorativo do anúncio, a caixa de comentários do perfil da atriz foi tomada por mensagens de desapontamento. Seguidores destacaram que a tecnologia vai na contramão da segurança feminina, apelando para que a artista repense a colaboração com o produto.
Teoria das Músicas da Disney
Paralelamente às críticas, ganhou força nas redes a teoria de que tocar músicas da Disney ao notar uma gravação indesejada poderia evitar o vazamento do vídeo. Como a empresa é rigorosa com direitos autorais, o sistema de detecção das plataformas derrubaria o conteúdo publicado. Contudo, internautas e especialistas alertam que a tática não impede a captação original das imagens nem resolve a vulnerabilidade do público diante da tecnologia.
Foto reprodução internet





