domingo, novembro 30, 2025
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No Pará, Emater completa 60 anos de incentivo à inovação na agricultura familiar

Empresa garante atendimento ao pequeno produtor e muda realidades, levando assistência técnica e extensão rural aos 144 municípios paraenses

Por Fabricio Nunes (EMATER)

Acompanhar as mudanças tecnológicas nas últimas décadas requer investimentos em atualização. Ao implementar mudanças contínuas e rápidas, no âmbito do serviço público, garantindo atendimento principalmente a pequenos produtores, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-Pará) leva inovação ao campo, à agricultura familiar, contribuindo para melhorias na vida de famílias que produzem alimentos saudáveis e, consequentemente, com a qualidade dos produtos que chegam à mesa do consumidor. 

Jiovana Lunelli e o cacau orgânico que produz com apoio técnico da Emater em Brasil Novo
Jiovana Lunelli e o cacau orgânico que produz com apoio técnico da Emater em Brasil Novo

No próximo dia 3 de dezembro (quarta-feira), a Emater-Pará completa 60 anos de história em assistência técnica e extensão rural pública. São seis décadas marcadas por muitas mudanças, dentro e fora do ambiente rural. Entre elas, a celeridade no atendimento.

Há duas semanas, a empresa lançou o Selo Emater Pará, na Agri Zone (Arena Agri Talks), instalada na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), durante a programação da COP30 (30ª Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas), dias depois do lançamento do aplicativo Sisater Pai D`égua, o Sistema de Acompanhamento das Atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural (Sisater), que a partir de agora estará disponível na palma da mão, para o extensionista rural e o agricultor familiar.

Décadas de apoio – Na trajetória da Emater-Pará, muitos acompanharam essas mudanças e tiveram suas vidas modificadas para melhor. Entre elas está a agricultora orgânica agroecológica Jiovana Lunelli, proprietária do Sítio Paraíso Orgânico, no município de Brasil Novo, à margem da Rodovia Transamazônica (BR-230), oeste paraense. Contando com o apoio da Emater-Pará há cerca de 50 anos, ela produz chocolates artesanais, nibs de chocolate, chá de cacau e licor de mel de cacau, entre outros produtos, e foi a primeira produtora a receber o Selo Emater, na cerimônia realizada na programação da COP30.

“A minha história com a Emater começou quando eu ainda era criança, quando a minha família chegou aqui no Estado. Para mim, foi uma grande emoção ser a primeira a receber o Selo da Emater no meu produto. São muitos anos de apoio, e para mim é um verdadeiro sentimento de gratidão”, disse a produtora.

Todos os selos emitidos pela Emater terão QR Code e um número de série, para garantir também a origem e credibilidade da produção familiar. Tanto o QR Code quanto o número de série garantem a rastreabilidade do produto. Por meio desses códigos, o público saberá onde esses produtos são feitos e quem produz.

Papel fundamental – Jiovana Lunelli começou sua história com a Emater quando ainda nem se falava de internet, e muito menos em QR Code. Sua família dela chegou ao Pará no início dos anos 1970, vinda da cidade de Presidente Getúlio, em Santa Catarina. Alguns anos depois, a família foi procurada pela então Associação de Crédito e Assistência Rural do Estado do Pará (Acar) e passou a receber assistência técnica para produção de alimentos. Em 1975, a família começou a produzir cacau, incentivada pelos extensionistas rurais da Emater-Pará. 

“De lá pra cá, essa relação foi se estreitando, e cada vez mais aumentando o grau de importância da Emater na nossa vida e na nossa região. Ela tem um papel de fundamental importância na vida dos agricultores familiares, para os diversos setores da agricultura”, conta a produtora.

Segundo Jiovana Lunelli, a união de conhecimentos técnicos e tradicionais resulta em maior produtividade. “A gente precisa de uma empresa como essa, que nos entenda, que saiba das nossas realidades, e saiba dialogar conosco. Depois que eu casei, a Emater também manteve assistência técnica à família do meu marido. E para mim, esses 50 anos de assistência foram fundamentais no meu trabalho”, ressalta.

Conhecimento e justiça climática – Há mais de 50 anos atuando como extensionista rural, o engenheiro agrônomo Francisco Chaves, lotado no Escritório Local da Emater em Santarém, oeste paraense, acredita que unir conhecimento técnico à luta por justiça climática contribui diretamente para o aumento da produtividade e qualidade dos alimentos, garantindo segurança alimentar sem prejudicar o meio ambiente.

“O impacto positivo ocasionado pela assistência técnica é que ele contribui diretamente para o aumento da produtividade e qualidade dos alimentos, promovendo boas práticas de cultivo, manejo e uso sustentável do solo, assim como o uso racional dos insumos, garantindo alimento saudável, reduzindo o desperdício, além de melhorar a renda do produtor ao reduzir custos na produção”, afirma.

Fortalecimento da renda – Todo o trabalho de assistência técnica é conectado ao fortalecimento da renda dos agricultores familiares, por meio do aumento da produtividade, melhoria da qualidade dos produtos, apoio à gestão da propriedade e facilitação do acesso a crédito e políticas públicas.

Assim como Francisco Chaves, Eneas Fontes, técnico em Agropecuária, entrou muito jovem na Emater-Pará. Atualmente, tem 46 anos de atuação como extensionista rural, e garante se orgulhar do trabalho que faz, e que pode até virar livro. Segundo ele, “a Emater foi um divisor de águas na minha vida. Eu tenho uma dedicação muito forte e marcante com o meu trabalho, com famílias de agricultores que ajudei. E acredito que tem coisas que podemos deixar como legado, por coisas pessoais e pela empresa. Por isso, penso em transformar essas histórias em um livro autobiográfico, para repassar conhecimento para gerações futuras”.

Para ele, ser extensionista rural na Emater-Pará agrega valores sociais, econômicos e de grande satisfação pessoal “Eu tive a felicidade de ver muitas histórias sendo transformadas para melhor. É uma satisfação muito grande nós, extensionistas, chegarmos a uma comunidade, despertar sonhos, iniciar um trabalho e apontar os rumos, para depois ver as transformações que essas famílias e essas comunidades tiveram para melhor”, diz Eneas.

Sustentabilidade e segurança alimentar – Quando se trata da trajetória de 60 anos nos 144 municípios, a Emater-Pará – única no Brasil presente em todos os municípios -, carrega nas páginas de sua história a contribuição para levar mais comida à mesa do consumidor, mais renda ao campo e maior autonomia à agricultura familiar.

Para o presidente da empresa, Joniel Abreu, o trabalho da Emater-Pará é fundamental na luta por  justiça climática. “Ela representa uma transformação social, ambiental, econômica, que cria cadeias produtivas sustentáveis, segurança alimentar, e amplia as oportunidades de mercado para o agricultor familiar, na busca por um ambiente mais sustentável, justo e saudável no planeta. Esse é o trabalho da Emater-Pará, e estar como presidente neste momento é muito gratificante, porque estamos gravando mais um capítulo dessa história, com serviço de assistência técnica e extensão rural pública, transformando vidas de forma positiva”, destaca Joniel Abreu.

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