Agências de notícias confirmam que a segurança presidencial reagiu à invasão do espaço aéreo; governo ainda não se manifestou oficialmente sobre a origem dos aparelhos.
A capital da Venezuela viveu mais uma noite de sobressalto nesta segunda-feira (5). Drones não identificados foram avistados sobrevoando o Palácio de Miraflores, sede do governo, provocando uma reação imediata das forças de segurança. Vídeos compartilhados em redes sociais registraram intensos disparos de armas de fogo, utilizados na tentativa de abater os dispositivos.
A movimentação ocorre apenas dois dias após uma operação militar sem precedentes conduzida pelos Estados Unidos, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Maduro em Nova York: “Sou um presidente sequestrado”
Enquanto os céus de Caracas eram palco de novos incidentes, Nicolás Maduro compareceu a um tribunal em Manhattan, Nova York, nesta segunda-feira. Durante a audiência de instrução, o líder venezuelano manteve uma postura combativa:
- Declaração de Inocência: “Não sou culpado. Sou inocente de tudo o que foi mencionado aqui”, afirmou ao juiz Alvin K. Hellerstein.
- Alegada Ilegalidade: Maduro descreveu-se como um “homem decente” e afirmou ser um “presidente sequestrado”.
- Custódia: O juiz determinou que há base legal para manter Maduro e Cilia Flores sob custódia. A defesa informou que, por ora, não solicitará liberdade sob fiança.
A Denúncia: Narcoterrorismo e Alianças Criminosas
O indiciamento, tornado público pela procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, detalha uma estrutura criminosa que teria operado por mais de duas décadas. Segundo a acusação:
- O Esquema: Maduro teria utilizado instituições de Estado, portos e aeroportos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos EUA.
- Parcerias: A denúncia aponta alianças com grupos terroristas e cartéis, como as FARC, o ELN e o Tren de Aragua.
- Penas: Os crimes, que incluem uso de armas de guerra e lavagem de dinheiro entre 1999 e 2025, podem levar à prisão perpétua.
Contexto Internacional e Resposta dos EUA
O clima na Venezuela permanece explosivo. A operação de captura no último sábado (3/1) deixou um rastro de destruição em Caracas, com relatos de explosões e ao menos 80 mortes. O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou a missão como um “ataque em larga escala realizado com sucesso”.
Sobre os drones avistados nesta segunda-feira, a Casa Branca informou à CNN Internacional que os Estados Unidos não têm relação com os aparelhos vistos sobre Miraflores. Até o momento, a origem dos drones e o resultado dos disparos das forças venezuelanas permanecem desconhecidos.
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