O Papa Leão XIV encerrou oficialmente, nesta terça-feira (6), o Ano Santo de 2025, concluindo um Jubileu que ficará marcado na história da Igreja Católica. A cerimônia de fechamento da Porta Santa, realizada na Basílica de São Pedro durante a festa da Epifania, simbolizou o fim de uma jornada que atraiu cerca de 33 milhões de peregrinos a Roma.
Este Jubileu foi excepcional por sua transição de liderança: iniciado por um fragilizado Papa Francisco em dezembro de 2024, o evento atravessou o funeral do pontífice argentino, o conclave e a eleição do primeiro papa americano da história, sendo finalmente concluído por seu sucessor. Um cenário semelhante só ocorreu uma vez na história, no ano de 1700.
O Jubileu em números e infraestrutura
O evento não foi apenas um marco espiritual, mas também um catalisador de mudanças urbanas e econômicas:
- Afluência Recorde: O Vaticano estima que 33.475.369 pessoas participaram do Ano Santo, embora o Arcebispo Rino Fisichella admita que o número seja uma estimativa aproximada.
- Investimento Urbano: O governo italiano investiu cerca de 4 bilhões de euros para modernizar Roma. O projeto mais emblemático foi a criação de uma praça de pedestres interligando a Via della Conciliazione ao Castel Sant’Angelo, com o tráfego desviado para um novo túnel subterrâneo.
- Tradição Centenária: Desde o primeiro Jubileu em 1300, essas celebrações a cada 25 anos consolidam Roma como o centro da cristandade, oferecendo indulgências aos fiéis que cruzam a Porta Santa.
O Futuro da Igreja sob Leão XIV
Com o encerramento das celebrações, o Papa Leão XIV agora volta sua atenção para a governança interna da Igreja, que conta com 1,4 bilhão de fiéis.
A partir desta quarta-feira, o pontífice inicia reuniões cruciais para discutir a administração eclesiástica. O tema central deve ser a liturgia, sinalizando que o Papa pretende enfrentar as divisões internas sobre a celebração da antiga missa em latim, um ponto de tensão entre alas progressistas e conservadoras.
Marcos Históricos de Obras em Jubileus
A história dos Anos Santos é frequentemente acompanhada por grandes intervenções:
- 1475: Encomenda da Capela Sistina.
- 1950: Grandes reformas urbanas nos arredores do Vaticano.
- 2000: Construção do grande estacionamento do Vaticano.
- 2025: Extensão da zona de pedestres no Tibre.
REUTERS – Yara Nardi







