sábado, janeiro 24, 2026
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Estudantes aprovados na USP e Unicamp celebram após anos de dedicação

Estudantes aprovados em cursos altamente disputados relatam trajetórias de superação; preparação intensiva e equilíbrio entre estudos e lazer foram determinantes para o sucesso

Tatiana Cavalcanti, colaboração para a CNN Brasil

A divulgação dos resultados dos vestibulares da USP (Universidade de São Paulo), nesta sexta (23), e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na quinta (22), trouxe emoção e alívio para milhares de candidatos.

Entre os aprovados em cursos altamente disputados como medicina, estão histórias de perseverança, dedicação e a realização de um sonho.

Louise Caroline Morais de Araújo, 18 anos, deixou Manaus (AM) para se preparar em São Paulo e conquistou uma vaga em medicina na USP e outra na Unicamp. “Eu comecei a chorar.”

A estudante conta que se preparou durante um ano no cursinho Poliedro para os vestibulares paulistas. “Minha maior dificuldade foi o estilo das provas discursivas, especialmente da USP, que é bem diferente.”

A preparação foi essencial não apenas no conteúdo, mas também no aprendizado da escrita e da estrutura das respostas.

Como dica para outros candidatos, Louise destaca a importância de corrigir erros nos simulados. “É uma forma de consolidar o aprendizado, aprofundar a teoria e evitar repetir equívocos”, disse a estudante, que vai se matricular na USP.

Engenharia Civil como paixão

Aluno do cursinho Objetivo, Bruno Dal Max Leão Re, 18, passou para engenharia civil na Poli, pela Fuvest. Para o estudante, a aprovação no curso de sua paixão representa muito mais que uma vaga: é o começo de uma carreira dedicada a questões de urbanismo e cidade.

Bruno destaca que a consistência foi fundamental. “Mesmo que você tenha períodos um pouco mais baixos, é importante continuar. Isso realmente faz ser possível.”

Quatro anos até a aprovação

Henrique Lucas de Lima, 21, vivenciou uma trajetória de quatro anos de preparação até conquistar sua vaga em medicina na USP e na Unicamp. “Estava diante do computador quando comecei a receber mensagens no WhatsApp. Nesse momento, comecei a tremer; o coração e as mãos estavam agitados.”

Aluno do Poliedro, Henrique começou sua preparação no primeiro ano de cursinho. “Tive um bom desempenho nos vestibulares, mas ainda insuficiente para a aprovação.”

A mudança decisiva veio no quarto ano, quando decidiu se mudar de Bragança Paulista para Campinas, no interior de São Paulo. “Percebi a necessidade de uma mudança mais significativa. Decidi me mudar para Campinas, onde me matriculei em um cursinho que me concedeu uma bolsa integral.”

A experiência em ambiente presencial foi transformadora. “As aulas são de alta qualidade e a orientação pedagógica é muito assertiva, direcionando efetivamente os estudantes para a aprovação.”

Henrique deixa um conselho importante a futuros vestibulandos. “Dediquem-se intensamente ao presente, com foco e constância. Sempre que houver possibilidade, optem por um cursinho presencial em uma cidade maior e não tenham receio de mudar de cidade para isso.”

O estudante também fala da importância de assistir às aulas, revisar conteúdos, realizar simulados, respeitar momentos de descanso, praticar atividade física e cuidar da alimentação. “Tudo isso faz toda a diferença no desempenho.”

Medicina na Unicamp: emoção e alívio

Rafael Bernardes Mendes da Silva, 19, morador de Santo André, ABC paulista, foi convocado para medicina na Unicamp após dois anos de preparação intensa. “Foi um sentimento indescritível, a sensação de que todo o esforço valeu a pena e de que sonhos são realizáveis,”

A jornada foi marcada por desafios emocionais. “A rotina de preparação não foi nada fácil. A exaustão, somada à incerteza da aprovação, atrapalha a manter um ritmo constante, mas é fundamental ter um objetivo claro e acreditar no próprio potencial.”

Surpresa na primeira chamada

Vinicius Cauã Machado da Silva Mota, 19 anos, natural de Pouso Alegre (MG), tinha a Unicamp como seu principal objetivo. Sem confiança no próprio desempenho, foi surpreendido ao encontrar seu nome já na primeira chamada.

“Eu comecei a gritar, a gritar muito. Eu liguei para a minha mãe, que ficou muito feliz, chorou. Aí ela estava perto do meu tio, da minha tia, eles começaram a chorar também. Eu liguei para o meu pai, os meus amigos começaram a me ligar também. Foi muito especial!”, relata Vinicius.

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