Após quase um mês de reabilitação, animal foi solto em alto-mar com rastreador via satélite; este é o primeiro registro de um filhote da espécie na costa paranaense.
A manhã da última quarta-feira (21) marcou um capítulo inesquecível para a conservação da fauna marinha no Brasil. O filhote de elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), que havia sido resgatado no litoral do Paraná, finalmente retornou ao seu habitat natural. A soltura ocorreu em alto-mar, nas proximidades do Parque Nacional Marinho da Ilha de Currais.
A operação foi coordenada pela equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR), por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).
Ciência e Tecnologia em prol da Conservação
O caso é considerado um marco científico por diversos motivos:
- Registro Inédito: Foi a primeira vez que um filhote desta espécie foi oficialmente registrado no estado.
- Monitoramento de Ponta: O animal foi equipado com um dispositivo de monitoramento por satélite, o que permitirá aos pesquisadores rastrear seus passos, entender suas rotas migratórias e garantir maior proteção à espécie.
- Recuperação Plena: O filhote passou 26 dias sob cuidados intensivos no Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise da Saúde da Fauna Marinha (CReD), onde evoluiu clinicamente até estar apto para a soltura.
Orientações Importantes
Por ser um filhote, é natural que o animal precise realizar paradas estratégicas em praias da região para descansar durante seu percurso oceânico. Caso você o aviste:
- Não se aproxime: Mantenha uma distância segura.
- Não toque e não alimente: A interação humana pode estressar o animal e prejudicar sua adaptação.
- Mantenha animais domésticos afastados: Cães podem transmitir doenças ou assustar o elefante-marinho.
Caso perceba que o animal está em perigo ou ferido, entre em contato imediatamente com as autoridades ambientais ou órgãos de monitoramento de praias.








