Abertura da campanha de Carnaval contou com ações de doação de sangue, atividades culturais e educativas em Belém e em unidades da hemorrede estadual
Por Aline Seabra (HEMOPA)
A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) realizou, neste sábado (7), a abertura da campanha de doação de sangue de Carnaval com uma programação voltada à mobilização social, educação em saúde e valorização da cultura popular, em Belém. As ações ocorreram de forma integrada na Praça Batista Campos, com unidade móvel e trailer para coleta, e na sede da instituição, onde o atendimento ao doador ocorreu das 7h às 17h.
O presidente da Fundação Hemopa, Paulo Bezerra, destacou que a campanha de Carnaval marca uma ação estratégica da instituição. “Hoje damos início à nossa campanha de Carnaval, um momento importante, que é a primeira grande campanha estratégica do ano. Utilizamos a nossa cultura popular, que é o Carnaval, para mobilizar as pessoas a doarem sangue, fortalecendo essa corrente de solidariedade”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa tem como principal objetivo garantir a regularidade das doações e a manutenção dos estoques. “Essa campanha é fundamental para que possamos manter o estoque e atender a rede SUS e a rede privada em todo o Estado. É muito importante que as pessoas contribuam antes de sair para o feriado e para a folia, fazendo primeiro esse grande gesto, que é a doação de sangue, para que possamos celebrar o Carnaval com responsabilidade”, completou.
Na Praça Batista Campos, a programação contou com cortejo cultural e a participação de blocos carnavalescos. A diretora do Bloco Brasileirinho, Tiana Oliveira, destacou que a cultura popular é um importante instrumento de mobilização social. “A cultura popular, tanto na música quanto na dança, é um pretexto a mais. São grupos grandes, que podem convidar seus integrantes a participar e fazer a doação de sangue para salvar vidas”, afirmou. O diretor do bloco, Fábio Nunes, reforçou que a atuação do grupo vai além da folia. “A gente vem com a cultura do Brasileirinho, movimentando o público e mostrando a nossa cultura. Com essa ação, mostramos que estamos sempre presentes, contribuindo com a doação de sangue para quem precisa”, disse.

Também presente na mobilização, o presidente e fundador do Bloco Urubu do Ver-o-Peso, Ildo Frota, explicou que a parceria com o Hemopa surgiu do engajamento interno do próprio bloco. “Nosso secretário já é doador há bastante tempo e nos procurou para fazer essa parceria. Quem doou sangue entre 10 e 31 de janeiro recebeu a camisa do bloco, e deu certo”, relatou. Segundo ele, a iniciativa ganha ainda mais relevância no período carnavalesco. “No Carnaval, o estoque de sangue fica reduzido e pode haver aumento da demanda. Então, é importante doar sangue para salvar vidas”, ressaltou.
Na sede do Hemopa, a programação cultural do evento Samba da Vida contou com apresentações do Grupo Fé no Batuque, do cantor Diego Xavier, da Escola de Samba Quem São Eles e do artista Adson Paranhos, integrando música e cultura popular às ações de incentivo à doação de sangue. Durante a programação, integrantes da Escola de Samba Quem São Eles realizaram um cortejo pelos corredores da instituição, levando música e alegria aos doadores durante o atendimento. O maestro Pedro Paulo, mestre de bateria da escola, destacou o papel social das instituições culturais. “Doar sangue é vida. As instituições da cultura precisam se envolver nessas causas, porque em emergências, muitas vezes, o sangue faz falta”, afirmou.

A programação também incluiu ações educativas. A assistente social Priscila Nobre, da Gerência de Captação de Doadores (Gecad) do Hemopa, explicou que foi realizada uma palestra no auditório da instituição direcionada a estudantes do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Pará. “Fizemos a inter-relação entre a captação de doadores e a atuação do assistente social, contextualizando com a ética, a partir da temática ‘Captação de doadores de sangue: uma estratégia de garantia de direitos e defesa da vida’”, destacou.
A campanha contou ainda com a participação de representantes de povos indígenas. A estudante de Serviço Social Néia Nuhfe, da etnia Hixkaryana, ressaltou a importância da presença indígena em ações de mobilização social. “É muito importante nós estarmos aqui, os povos indígenas participando e contribuindo com a campanha de doação de sangue. Nossa participação é ajudar a salvar a vida das pessoas, não só do nosso povo, mas de todos que precisam”, afirmou.

Entre os doadores, a professora Ana Santos relatou que decidiu participar da campanha por incentivo da Igreja da qual faz parte. “A Igreja incentiva a doação de sangue, e por isso resolvi vir doar hoje para ajudar. Doar sangue não nos faz falta e ajuda pessoas que estão precisando”, disse.
A programação contou ainda com a parceria do Clube do Remo, do curso de Moda da Universidade da Amazônia (Unama – campus Alcindo Cacela), do Senac, além de atrações culturais como a roda de samba do Grupo Fé no Batuque, os cantores Diego Xavier, Renato e Adson Paranhos, o músico Moisés Frente e a Escola de Samba Quem São Eles. A mobilização também contou com a presença do mascote do Clube do Remo, o Malino, reforçando o engajamento do público por meio do esporte.
A instrutora Elen Sales, do eixo Saúde do Senac – CEP Belém, destacou a importância de envolver os alunos em ações práticas de promoção à saúde. “Convidamos sempre os alunos para participar dessas ações voltadas à saúde, porque o processo de profissionalização também envolve engajamento com a vida e com o cuidado ao ser humano. Não há nada mais importante do que trazê-los para atividades como essa, que ajudam a propagar a ação de salvar vidas”, afirmou. Além das ações educativas, outra equipe do Senac também participou da programação realizando maquiagens artísticas, contribuindo para o clima cultural e de acolhimento aos doadores.

A mobilização também contou com a participação de caravanas organizadas pela Igreja Universal, pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pelo grupo Papão Léguas e por alunos do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Pará, reforçando o engajamento comunitário e institucional em apoio à doação de sangue.
Hemorrede – As ações se estenderam ainda às unidades da hemorrede estadual. No Hemocentro Regional de Marabá, a mobilização contou com a participação de jovens do grupo Cristo Alegria, do time de futsal de Morada Nova, da Liga Carnavalesca de Marabá e de doadores por demanda espontânea. No Hemonúcleo de Altamira, a campanha teve início com o apoio da Igreja Vineyard e ocorreu mesmo com a chuva, que não deu trégua ao longo do dia. Em Santarém, a mobilização contou com a presença do grupo Irmãos do Tabocal.

Serviço – No sábado (7), as campanhas internas da Fundação Hemopa ocorreram nas unidades de Belém, Castanheira, Metrópole, Castanhal, Santarém, Altamira, Abaetetuba e Marabá. As unidades de Tucuruí, Redenção e Capanema permaneceram fechadas para atendimento ao doador, enquanto o atendimento transfusional à rede hospitalar seguiu de forma ininterrupta em todo o Estado.







