O Brasil dá um passo histórico no enfrentamento à malária ao incorporar, no Sistema Único de Saúde – SUS, um novo tratamento voltado para crianças e adolescentes. A distribuição da tafenoquina em versão pediátrica coloca o país na vanguarda mundial, sendo o primeiro a disponibilizar o medicamento em um sistema público de saúde para pacientes entre 10kg e 35kg — faixa que concentra cerca de metade dos casos da doença no território nacional.
A medida começa a ser implementada de forma gradual, com prioridade para áreas da Amazônia Legal onde a incidência da malária é mais elevada. Entre as regiões contempladas estão Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), como Yanomami, Alto Rio Negro e Rio Tapajós. Nesta primeira etapa, serão distribuídos mais de 126 mil comprimidos, com investimento aproximado de R$ 970 mil.
Um dos principais avanços trazidos pela tafenoquina é a possibilidade de tratamento em dose única, o que facilita a adesão, sobretudo entre o público infantil. O medicamento atua diretamente na eliminação do Plasmodium vivax, responsável por mais de 80% dos casos de malária no Brasil, reduzindo significativamente o risco de recaídas e a transmissão da doença.

O deputado federal Airton Faleiro destacou o impacto da iniciativa, ressaltando a importância da ciência e das políticas públicas no enfrentamento da doença. “Isso é uma vitória, porque eu já peguei malária. Eu sei o que é você ser afetado pelo mosquito e passar noites e dias de febre”, afirmou o parlamentar.
A iniciativa integra um conjunto de ações coordenadas pelo Ministério da Saúde, que também incluem a ampliação de testes rápidos, a distribuição de mosquiteiros impregnados e o reforço das equipes de saúde em áreas mais vulneráveis.
Os resultados dessas estratégias já começam a aparecer. Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, indicando avanço consistente no controle da doença, inclusive em regiões indígenas.
Texto e imagens de assessoria








