segunda-feira, março 30, 2026
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Ibama autoriza abate do pirarucu como espécie invasora, exceto na Bacia Amazônica

Nova normativa permite o controle populacional do “gigante das águas” em outras regiões do Brasil; espécie segue protegida em seu habitat natural.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) oficializou uma mudança significativa na classificação do pirarucu (Arapaima gigas). A partir de agora, o peixe nativo da Amazônia passa a ser considerado uma espécie invasora em todas as bacias hidrográficas situadas fora do seu habitat original no Brasil.

Por que o pirarucu virou uma ameaça?

Embora seja um símbolo da fauna amazônica, o pirarucu é um predador voraz que pode atingir até três metros e pesar mais de 200 quilos. Fora da Amazônia, sua introdução (seja acidental ou deliberada) causa desequilíbrios ecológicos severos.

Especialistas alertam que o peixe compete por alimento e espaço com espécies nativas que não possuem defesas contra seu comportamento de caça. Além disso, sua capacidade de respirar ar atmosférico permite que ele sobreviva em águas com baixo oxigênio, como represas, onde outros peixes não resistiriam.

Regras Diferenciadas: O que muda na prática?

A nova normativa estabelece critérios distintos dependendo da localização geográfica:

  • Fora da Amazônia (Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul): O abate e o controle populacional estão liberados. Nestas regiões, não se aplicam as restrições comuns de período de defeso ou tamanho mínimo, visando reduzir a população da espécie em rios como o São Francisco e o Paraná.
  • Dentro da Bacia Amazônica (Norte): A espécie continua protegida. A fiscalização permanece rigorosa, e o manejo sustentável deve seguir as normas ambientais para garantir a preservação do estoque nativo.

Impacto nos Ecossistemas Locais

A preocupação do Ibama é evitar que o pirarucu dizime populações de peixes menores que são essenciais tanto para o equilíbrio do ecossistema quanto para a economia das comunidades ribeirinhas de outras regiões do país. A medida busca restaurar a cadeia alimentar onde o “gigante” se tornou um invasor indesejado.

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