terça-feira, maio 26, 2026
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Parauapebas vive colapso político, econômico e administrativo; 2 mil servidores podem ser demitidos, afirma deputado

A ameaça de demissão de mais de 2 mil servidores municipais em Parauapebas acendeu um alerta vermelho sobre o futuro econômico da Capital do Minério. Em meio ao temor crescente entre trabalhadores e comerciantes, o deputado federal Keniston Braga (MDB-PA) mandou um aviso contundente para a atual gestão municipal e afirmou que a cidade vive hoje um cenário de desorganização, isolamento político e crise institucional.

O clima de insegurança ganhou força após veículos locais noticiarem cortes em massa na estrutura administrativa da prefeitura. O portal zedudu.com.br⁠ informou que mais de 1.700 servidores comissionados e temporários já foram desligados por força de acordos e ajustes administrativos, enquanto sindicatos e lideranças locais falam em um universo superior a 2.800 trabalhadores ameaçados de exoneração.

A preocupação é econômica. Em uma cidade altamente dependente da circulação de salários do funcionalismo e da mineração, uma onda de demissões pode provocar retração no comércio, queda no consumo e aprofundamento da crise financeira. Diante da crise, Keniston Braga elevou o tom contra o governo municipal durante entrevista ao programa Pebas na TV, no último dia 22 de maio.

“Eu fico muito preocupado com as notícias de que estão planejando uma demissão em massa e redução de salário. Está errado. Vão diminuir o poder de compra, botar um monte de gente desempregada na rua e aí o problema só vai se agravar”, disparou.

O deputado afirmou que a atual administração está destruindo as bases econômicas do município justamente em um momento em que Parauapebas deveria aproveitar o aumento da produção mineral e fortalecer investimentos.

“Hoje a Vale ampliou sua escala de produção. E se a gente não consegue ter uma relação baseada na necessidade de desenvolver a nossa cidade, a gente só tem a perder”, declarou.

Ao longo da entrevista, Keniston descreveu a gestão atual como um governo sem rumo e incapaz de manter diálogo institucional. “Hoje nós estamos totalmente descredibilizados em todas as esferas: política, econômica e social”, afirmou.

Em outro trecho duro, o parlamentar classificou como “desastrosa” a condução política da prefeitura e acusou o governo de promover conflitos permanentes.

“Hoje nós temos uma queda na arrecadação gigantesca por conta de gestão equivocada, falta de iniciativa e relacionamento desastroso da prefeitura com todo mundo”, disse.

O deputado também criticou diretamente a postura do prefeito durante debates ligados à mineração e à COP 30, em Belém. “O que nós vimos foi um show de horrores Acusações infundadas, sem provas de absolutamente nada”, afirmou, ao comentar declarações feitas contra a mineradora Vale em eventos públicos.

Segundo Keniston, o problema de Parauapebas deixou de ser apenas financeiro e passou a ser político e administrativo. “Hoje nós estamos com um barco à deriva, com dificuldade de todas as ordens”, declarou.

O parlamentar relembrou sua passagem pela Secretaria da Fazenda para tentar estabelecer um contraste entre o cenário anterior e o atual. Segundo ele, quando assumiu a pasta, em 2017, o orçamento municipal herdado era de R$ 870 milhões. Ao deixar o cargo, em 2020, a arrecadação já ultrapassava R$ 2,8 bilhões. “Nós triplicamos o orçamento municipal”, afirmou.

Ele atribuiu esse crescimento ao aumento da arrecadação da CFEM e à articulação política feita junto ao Congresso Nacional para alterar as regras da compensação mineral.

Keniston também acusou o governo municipal de isolamento político e revelou um suposto veto interno contra sua atuação institucional. “Os secretários municipais hoje são proibidos pelo prefeito de frequentarem o meu gabinete na Câmara. São proibidos de ter na sua agenda o meu celular”, denunciou.

A fala mais grave da entrevista veio ao comentar a postura do prefeito diante da crise. “O prefeito tem de tirar a bunda da cadeira e ir até Belém levando debaixo do braço um plano e não fazendo gracinha”, disparou. Segundo ele, a prefeitura estaria desperdiçando oportunidades junto aos governos estadual e federal justamente em um momento em que o município precisa de articulação política.

“Hoje o que se vê é a inoperância do prefeito”, afirmou.

Apesar do tom extremamente duro, Keniston encerrou defendendo diálogo institucional e maturidade política. Mas deixou claro que, na visão dele, Parauapebas atravessa um dos momentos mais graves de sua história recente.

E, enquanto a ameaça de demissões em massa avança sobre milhares de famílias, cresce também o temor de que a crise administrativa já tenha começado a atingir diretamente o coração da economia local: o dinheiro circulando nas ruas, no comércio e na sobrevivência diária da população.

Fonte e imagem: Assessoria Parlamentar

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