terça-feira, outubro 20, 2026
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Airton Faleiro participa de anúncio de CPMI para investigar Flávio Bolsonaro

Deputado participou do anúncio de abertura da CPMI no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Partido também assinou requerimento da oposição e cobra reciprocidade

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou, nesta terça-feira, 20, um pedido de abertura de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL). Entre os pontos destacados pelo PT estão as operações financeiras relacionadas à produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, financiada com recursos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A bancada também pede a apuração das relações financeiras entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, acusado pelo jogador Richarlison de tomar posse de uma ilha em Angra dos Reis, além de possíveis conexões com o esquema de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Durante a coletiva de imprensa, o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), informou que a bancada petista também assinou o requerimento apresentado pela oposição para investigar a empresária Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Com essa iniciativa, o partido reafirma seu compromisso com a transparência e demonstra que não se opõe às investigações. Agora, cobra reciprocidade dos parlamentares ligados a Flávio Bolsonaro para que também apoiem a apuração das denúncias envolvendo o senador.

A iniciativa ocorre em meio às cobranças por transparência envolvendo os dois candidatos à Presidência da República. Nesta terça-feira, 20, Lula encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, assim como os de seus familiares, sob a condição de que Flávio Bolsonaro adote a mesma medida.

Airton Faleiro acompanhou o anúncio ao lado de parlamentares da bancada petista. Para o deputado, a instalação da comissão também representa uma oportunidade de cobrar da oposição o mesmo compromisso com as investigações.

“Essa CPMI também é uma segunda peça muito importante nesse tabuleiro político, porque, se eles não assinarem para não dar o quórum, vão ter que se explicar para a sociedade e para a imprensa por que não assinaram a CPMI para investigar as denúncias”, afirmou.

Para que a CPMI seja instalada, o requerimento precisa reunir, no mínimo, 171 assinaturas de deputados federais e 27 de senadores, além de cumprir os demais trâmites previstos no Congresso Nacional.

Fonte e imagem: Assessoria de Comunicação

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