Para entrar em vigor, documento precisa ser chancelado pelos parlamentos dos países envolvidos
Leonardo Ribbeiro, da CNN Brasil, Brasília
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), usou as redes sociais, neste sábado (17), para informar que dará celeridade na tramitação no parlamento do acordo comercial firmado entre o Mercosul e a UE (União Europeia). Para entrar em vigor, o documento precisa ser chancelado por parlamentares dos países envolvidos.
“Pretendemos dar ao Acordo a tramitação mais rápida possível na Câmara dos Deputados, para que ele possa entrar em vigor o quanto antes e, assim, começar a repartir seus frutos a todos os participantes”, escreveu.
Hugo celebrou a assinatura do acordo. “Com esta iniciativa, comprovamos a força da diplomacia, do diálogo e da cooperação, que devem ser sempre os pilares das relações entre os países”, escreveu o parlamentar numa rede social.
Segundo o presidente da Câmara, ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, o acordo abre oportunidades para mais crescimento, mais renda, mais emprego, mais investimentos e mais trocas de novas tecnologias.
Assinatura
Mercosul e UE assinaram neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, um acordo de livre comércio que irá integrar 720 milhões de pessoas e somará um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões. O tratado já é negociado há 26 anos, desde 1999.
A cerimônia contou com a presença de todos os presidentes do Mercosul, exceto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também estiveram presentes para firmar a assinatura os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, Ursula Von der Leyen e António Costa.
O Brasil esteve representado pelo seu ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. Lula preferiu realizar um encontro “solo” com Ursula Von der Leyen no Rio de Janeiro, na véspera, sexta-feira (16).
Pelo acordo, o Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de um período de 15 anos. Já os europeus eliminarão progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul num período de até dez anos.
Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) mostrou que o Brasil deve ser o principal beneficiado pelo acordo comercial, com um impacto positivo de 0,46% em seu PIB (US$ 9,3 bilhões) até 2040. O Mercosul como um todo teria alta de 0,2%, já a União Europeia, de 0,06%.
Os investimentos no Brasil, de acordo com o estudo, subiriam 1,5% em 15 anos; as exportações 3%; e as importações também 3%.
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