Método moderno de alta eficácia chega aos postos de saúde da capital; confira a lista de prioridades para o atendimento.
A rede municipal de saúde de Belém deu um passo importante no planejamento familiar com o início da oferta do Implanon pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O método, um implante subdérmico de longa duração e alta eficácia, já está disponível em unidades de referência da capital, com uma previsão inicial de 4 mil unidades para o público paraense.
Quem pode acessar? (Grupos Prioritários)
Nesta primeira fase, o serviço é voltado estrategicamente para mulheres que se enquadram em perfis de maior vulnerabilidade ou condições específicas de saúde:
- Adolescentes (de 14 a 19 anos);
- Mulheres em situação de rua ou privadas de liberdade;
- Mulheres que vivem com HIV;
- Pacientes com histórico de pré-natal de alto risco;
- Mulheres com transtornos ou condições de saúde mental.
Onde encontrar e como solicitar?
O fluxo de atendimento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da usuária. É necessário levar o Cartão do SUS, RG e comprovante de residência para uma avaliação inicial.
Após o encaminhamento, a aplicação — que é simples, dura cerca de 10 minutos e utiliza anestesia local — é realizada nas seguintes unidades:
- UBS Marambaia
- UBS Providência
- UBS Combu
- Unidade Especializada em Saúde da Mulher (URE Mulher)
Como funciona o Implanon?
O dispositivo é inserido sob a pele do braço e libera o hormônio etonogestrel, que impede a ovulação. Diferente das pílulas diárias, ele não exige a memória da paciente, mantendo a eficácia de cerca de 99% por até três anos. A fertilidade retorna rapidamente assim que o implante é retirado.
Atenção: Embora seja altamente eficaz contra a gravidez, o Implanon não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O uso de preservativos continua sendo indispensável.
Contraindicações e Efeitos
Nos primeiros meses, é comum ocorrerem alterações no ciclo menstrual ou acne. O método é contraindicado para mulheres com doenças hepáticas graves, sangramento vaginal não diagnosticado, histórico de tumores no fígado ou distúrbios tromboembólicos.
Foto: Paula Lourinho – SECOM / Prefeitura de Belém








