terça-feira, janeiro 27, 2026
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Congresso tenta priorizar pauta da segurança pública antes do recesso

Projeto que mira organizações criminosas deve ser votado no Senado na quarta-feira (10); comissão especial da Câmara deve analisar parecer sobre PEC da Segurança Pública

Emilly Behnke e Mateus Salomão, da CNN Brasil, Brasília

Próximo do fim do ano legislativo, além da pauta econômica, o Congresso Nacional espera avançar também na área da segurança pública, tema considerado prioritário entre os parlamentares. A mobilização mira aprovar propostas sobre o tema antes do recesso, que começa em 23 de dezembro.

O PL Antifacção, que mira crimes de organizações criminosas no país, deve ser votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na próxima quarta-feira (10). O parecer do relator Alessandro Vieira (MDB-SE) foi bem recebido na última reunião do colegiado, mas ajustes ainda são negociados.

Entre as mudanças incluídas, o senador propôs a criação de uma nova fonte de recursos para a segurança financiada pela taxação temporária sobre casas de apostas esportivas online, as chamadas bets.

No mesmo dia, após a aprovação na CCJ, a expectativa é que o texto seja encaminhado para a análise no plenário. Após o aval dos senadores, no entanto, por ter sofrido mudanças de mérito, o texto deverá retornar para a análise da Câmara dos Deputados.

Os deputados aprovaram a matéria em outubro, com votos contrários da bancada governista. Apesar de o projeto ter sido enviado pelo Executivo, a base aliada não concordou com as sugestões do relator na Câmara, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP). As críticas de governistas miraram em especial o risco de descapitalizar a PF (Polícia Federal).

PEC da Segurança

A apresentação do relatório da PEC da Segurança que estava marcada para o último dia 4 de dezembro, mas passou para a próxima terça-feira (9). A decisão foi anunciada pelo relator, Mendonça Filho (União-PE), em negociação com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A PEC foi enviada ao Congresso pelo governo federal, passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e agora tramita em uma comissão criada especialmente para analisá-la. A matéria é prioritária para o governo, mas enfrenta críticas de parte dos governadores e da oposição.

O texto deve ser debatido com líderes partidários na terça-feira e depois apresentado oficialmente na comissão especial. Se for aprovada no colegiado, a PEC estará pronta para a deliberação no plenário. No entanto, com a possibilidade de pedido de vista (mais tempo para análise), a votação na comissão pode ficar para a semana seguinte.

Nas últimas reuniões do colegiado, Mendonça já adiantou intenções do que deve incluir no seu parecer. Entre elas, o fim da possibilidade de progressão de pena para crimes graves.

O relator também mira fazer ajustes em prol da descentralização no combate à criminalidade, garantindo autonomia aos estados. Ele adiantou que o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, proposto no texto do governo, será “preservado” no relatório, mas não terá caráter deliberativo e, sim, consultivo.

Foto reprodução

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