Investigação conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco levou à operação em três estados; suspeita é de ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital
A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto, presa em Brasília, suspeita de repassar informações sigilosas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais organizações criminosas do país será apurado pela Corregedoria Geral da instituição. A prisão ocorreu durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco, com diligências em três estados.
A investigação ganhou força após a prisão de um integrante da cúpula do PCC. A partir desse episódio, os investigadores aprofundaram as apurações sobre possíveis conexões entre integrantes da organização criminosa e agentes públicos suspeitos de fornecer informações que poderiam favorecer as atividades do grupo.
A delegada paraense foi localizada e detida na capital federal. A operação busca esclarecer a extensão do possível envolvimento da servidora pública e identificar outros suspeitos de participação no esquema investigado.
INVESTIGAÇÃO INTERESTADUAL
A atuação em três estados indica que as apurações ultrapassam os limites de uma única unidade da Federação. O trabalho policial procura reunir elementos para esclarecer como as informações supostamente repassadas teriam sido obtidas e utilizadas pelos integrantes da organização criminosa.
A suspeita de participação de uma autoridade policial em um possível esquema de fornecimento de informações ao PCC também levanta questões sobre a segurança de dados sigilosos e os mecanismos de controle interno das instituições responsáveis pela investigação e pelo combate ao crime organizado.
APURAÇÃO CONTINUA
A prisão é uma medida no âmbito da investigação e não representa, por si só, comprovação definitiva de culpa. A responsabilidade criminal da suspeita deverá ser apurada pelas autoridades competentes, com garantia do direito à defesa e à presunção de inocência.
Até o momento, as informações disponíveis não detalham quais dados teriam sido repassados, há quanto tempo a suposta colaboração ocorreria nem se outros servidores públicos são investigados.
O caso tem repercussão no Pará por envolver uma integrante da Polícia Civil do Estado, embora a prisão tenha ocorrido em Brasília e a operação tenha sido conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco.
Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Reprodução





