quinta-feira, abril 23, 2026
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Governadora Hana Ghassan institui Dia Estadual das Unidades de Conservação e reforça agenda ambiental do Pará

Data agora é lembrada em 18 de julho no Estado, que soma 29 unidades de conservação: geridas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), elas são estratégicas à proteção de ecossistemas da Amazônia

Instituída por lei sancionada pela governadora do Pará, Hana Ghassan, a criação do Dia Estadual das Unidades de Conservação do Pará foi oficializada ontem, quarta-feira, 22, com a sua publicação no Diário Oficial do Estado (DOE).

A nova data, que passa a integrar o calendário oficial do Estado, será celebrada anualmente em 18 de julho, em referência à promulgação da Lei Federal nº 9.985/2000, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), marco legal da política ambiental brasileira.

A medida representa um avanço no reconhecimento da importância das áreas protegidas para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável. No Pará, as atuais 29 unidades de conservação são geridas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). Juntas, elas desempenham um papel estratégico na proteção dos ecossistemas, na manutenção dos recursos naturais e na promoção de atividades econômicas sustentáveis, como o turismo de base comunitária e o manejo florestal.

AÇÕES VALORIZAM PRESERVAÇÃO

De acordo com o texto da lei, além de instituir a data comemorativa, o governo do Estado poderá promover, em articulação com instituições públicas e privadas, uma série de ações voltadas à valorização dessas áreas. 

Estão previstas iniciativas de caráter educativo, econômico, cultural e socioambiental, com o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade sobre a relevância das unidades de conservação.

BIOECONOMIA EM FOCO

No Pará, as unidades de conservação são fundamentais não apenas para a proteção da floresta amazônica, mas também para a geração de renda e melhoria da qualidade de vida das populações que vivem nesses territórios. Um desses exemplos são as Florestas Estaduais (Flotas) de Trombetas e Paru, na região oeste paraense, onde a coleta da castanha-do-pará e do cumaru gera renda para centenas de extrativistas.

Neste sentido, a nova lei fortalece esse entendimento, ao incentivar ações integradas que promovam o uso sustentável dos recursos naturais.

Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a criação da data representa um importante marco para o Estado. “A instituição do Dia Estadual das Unidades de Conservação consolida o reconhecimento do papel estratégico dessas áreas para o Pará. É uma oportunidade de ampliar o diálogo com a sociedade, fortalecer políticas públicas e valorizar o trabalho de proteção e uso sustentável que vem sendo desenvolvido em todo o território paraense”, destacou.

Nilson Pinto acredita, ainda, que a inclusão da data no calendário oficial reforça o compromisso institucional com a agenda ambiental e cria uma oportunidade anual para mobilizar diferentes setores em torno da pauta da conservação.

“A iniciativa também contribui para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por órgãos ambientais, pesquisadores, comunidades tradicionais e demais atores envolvidos na gestão dessas áreas”, avalia o presidente do Ideflor-Bio.

Fonte e imagens: Agência Pará de Notícias

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