Setor vê oportunidade de crescimento em produtos premium para atender mercado europeu de alta renda; a apuração é de Larissa Rodrigues, no Hora H
O agronegócio brasileiro celebra com otimismo a aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, vislumbrando oportunidades de crescimento para além das commodities tradicionais. A apuração é da analista Larissa Rodrigues, no Hora H.
“Com essa porta que está para ser aberta, o Brasil vê a possibilidade de enviar produtos para além das commodities tradicionais”, afirma.
A expectativa do setor é expandir a exportação de produtos com maior valor agregado, aproveitando o poder aquisitivo elevado dos consumidores europeus. A analista detalha que o acordo, que parece finalmente sair do papel após anos de negociação, abre portas para um mercado de aproximadamente 500 milhões de habitantes com alta renda per capita.
Embora existam algumas ressalvas e limites para exportação de certos itens – medidas implementadas para proteger agricultores europeus – o sentimento predominante é de otimismo entre produtores brasileiros.
Entre os produtos com potencial destacado estão os cafés gourmet, cachaças artesanais premium, chocolates de alta qualidade produzidos a partir do cacau brasileiro – especialmente das regiões Norte e Nordeste – e cortes especiais de carne.
“Já há uma projeção de que o acordo possa ajudar também no mercado mais gourmet”, explica.
A possibilidade de expandir o agronegócio brasileiro em conjunto com algum nível de industrialização representa um avanço significativo para o setor. O acordo Mercosul-UE é visto como estratégico em um momento em que o Brasil busca diversificar seus mercados e agregar valor à sua produção agrícola.
Para além dos benefícios econômicos imediatos, a parceria representa um passo importante para a modernização do setor e sua inserção em cadeias globais de valor com produtos de maior sofisticação.
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