Atleta garantiu o melhor resultado do país em esportes de gelo na história dos Jogos Olímpicos de Inverno
Denise Bonfim, da CNN Brasil
Nicole Silveira, 11º lugar na prova de skeleton dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026, tem só 31 anos, mas já pensa no futuro da modalidade. Após o fim da sua prova, que garantiu a marca histórica para o Brasil, ela mostrou já estar com a cabeça no futuro.
A gaucha detém duas grandes marcas do país na competição: o segundo melhor resultado entre as mulheres, atrás apenas da 8ª colocação de Isabel Clark em Turim 2006 no Snowboard Cross, e o melhor resultado em esportes de gelo no geral.
A ideia, agora, segundo ela, é fomentar o esporte entre jovens para que o país tenha representantes nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, que também serão realizados em Cortina, em 2028.
“Não sei o que o futuro tem para mim. Só sei que os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude vão vir em 2028 e a ideia é achar jovens de 15 a 17 anos para ajudá-los a desenvolver no skeleton e continuar criando história para o Brasil”, disse.
Progresso desde Pequim
Nos Jogos de Inverno de Pequim, em 2022, Nicole fechou sua participação em 13º lugar. O progresso registrado desde então é motivo de comemoração para a atleta brasileira.
“Fico muito feliz com o 11º lugar, foi melhor que Pequim. Significa muito mais que o 13º lugar porque o nível de competitividade dentro desses quatro anos que vieram está muito alto. Qualquer uma entre as Top-12 poderia medalhar durante a Copa do Mundo, por exemplo. Então estou muito feliz com essa colocação”.
Nicole é a 9º no ranking mundial
A brasileira é a 9ª colocada no ranking da Federação Internacional de Bobsled e Skeleton (IBSF), e já conquistou três medalhas de bronze em etapas de Copas do Mundo, a mais recente em janeiro deste ano.
Em 2025, ela foi 4º lugar no Campeonato Mundial, também o melhor resultado do Brasil na história da competição.
Milão-Cortina • COB







