terça-feira, setembro 1, 2026
Desde 1876

O nó da saúde na Amazônia e o papel das emendas federais para manter a rede do Pará

Deputado Keniston Braga concentra recursos em atenção básica e hospitais. Verbas ajudam a enfrentar gargalos imediatos, estimulam a confiança e reforçam a conexão popular com as ações do parlamentar em Brasília.

A saúde pública tornou-se o principal destino das emendas parlamentares de Keniston Braga (MDB-PA) desde o início de seu mandato, em 2023. Os recursos se concentram em atenção primária, atendimento hospitalar, unidades especializadas e estruturação da rede de saúde no Pará, especialmente em municípios do sul e do sudeste do Estado, entre outras regiões.

A estratégia responde a uma necessidade concreta da Amazônia: fazer o atendimento chegar a uma população espalhada por um território de mais de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, marcado por grandes distâncias entre municípios e centros de referência e por históricos déficits de infraestrutura, equipamentos e insumos.

Nesse cenário, as emendas parlamentares passaram, em muitos municípios, a funcionar como instrumento de sustentação de despesas que precisam ser resolvidas no curto prazo. Desde que tomou posse na Câmara dos Deputados, Keniston elegeu a saúde como uma de suas prioridades de destinação de recursos.

Dados do Portal da Transparência mostram a dimensão dessa opção. Em 2024, aparecem R$ 10,59 milhões destinados ao custeio da atenção primária, R$ 2,35 milhões para unidades especializadas, R$ 3 milhões para assistência hospitalar e R$ 1,46 milhão para a rede de atenção básica no Estado.

O padrão se manteve em 2025, quando foram registrados R$ 10,44 milhões para custeio da atenção primária, além de R$ 3,54 milhões para unidades especializadas e R$ 2 milhões para atendimento hospitalar e ambulatorial. Em 2026, até a atualização disponível, aparecem R$ 12,5 milhões para atenção primária, R$ 5,78 milhões para assistência hospitalar e R$ 1,3 milhão para estruturação de unidades especializadas. O total geral é de R$ 52,96 milhões só para a saúde, fora outros setores.

DINHEIRO NA PONTA

Grande parte das indicações de Keniston está voltada ao custeio do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) e do Piso da Atenção Primária (PAP). Na prática, são recursos que podem ajudar municípios a manter consultas, exames, medicamentos de uso contínuo, procedimentos, manutenção da rede e serviços hospitalares.

Também há verbas destinadas à estruturação e à aquisição de equipamentos, capazes de ampliar a capacidade de atendimento de unidades que, sem esses investimentos, poderiam permanecer limitadas pela falta de estrutura.

Uma unidade básica equipada e em funcionamento pode significar a diferença entre resolver uma demanda e obrigar o paciente a percorrer centenas de quilômetros em busca de atendimento. Ou pode ser a diferença entre a vida e a morte.

DIMENSÃO POLÍTICA

A atuação de Keniston Braga se insere, portanto, em uma realidade mais ampla do Congresso Nacional. No sistema brasileiro, o parlamentar atua como um dos canais pelos quais recursos federais chegam aos municípios. No caso da saúde, esse mecanismo ganha ainda mais visibilidade porque o resultado do investimento costuma aparecer diretamente para o cidadão: na unidade reformada, no equipamento adquirido, no medicamento disponível ou no atendimento que deixa de ser interrompido.

“A saúde precisa ser tratada como prioridade permanente: nossa obrigação é transformar a emenda em atendimento concreto, principalmente onde a distância e a falta de estrutura ainda fazem o cidadão esperar demais por um serviço básico”, diz Keniston Braga.

Fonte e imagem: Agência Pauta Parlamentar

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