Estado contabilizou mais de 400 mil admissões no período, segundo levantamento do DIEESE/PA. Serviços, construção civil e comércio concentraram a maior parte das novas vagas.
O mercado de trabalho formal do Pará apresentou resultado positivo nos primeiros nove meses de 2026. Entre janeiro e setembro, o Estado registrou 400.910 admissões e 366.253 desligamentos, alcançando um saldo de 34.657 novos empregos com carteira assinada. Os números representam crescimento de 3,48% no estoque de empregos formais em relação ao final de 2025.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA), por meio do Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado do Pará, iniciativa desenvolvida em parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER).
O levantamento utiliza informações oficiais do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
SETOR DE SERVIÇOS LIDERA CONTRATAÇÕES
Na análise por atividade econômica, o setor de Serviços apresentou o maior saldo de contratações no acumulado do ano, com 17.121 novos postos de trabalho, representando 49,40% do resultado estadual.
A Construção Civil aparece na segunda posição, com 6.430 vagas, seguida pelo Comércio, com 5.871, Indústria, com 3.897, e Agropecuária, com 1.338 novos empregos.
Os números demonstram que todos os cinco grandes setores da economia paraense encerraram o período com saldo positivo na geração de empregos formais.
SETEMBRO TAMBÉM APRESENTOU RESULTADO POSITIVO
Somente em setembro, o Pará contabilizou 44.561 admissões e 38.937 desligamentos, resultando na abertura líquida de 5.624 postos de trabalho. O crescimento foi de 0,55% em relação ao estoque de empregos do mês anterior.
Nesse período, Serviços novamente liderou, com saldo de 1.925 vagas. O Comércio ficou em segundo lugar, com 1.545 postos, seguido pela Construção, com 874, Indústria, com 857, e Agropecuária, com 423.
Ao final de setembro, o Estado alcançou a marca de 1.031.014 vínculos formais de trabalho.
PARÁ LIDERA GERAÇÃO DE EMPREGOS NA REGIÃO NORTE
No comparativo regional, o Pará respondeu por 41,24% de todo o saldo de empregos formais registrado na Região Norte entre janeiro e setembro. Foram 34.657 novas vagas, de um total regional de 84.039.
O Amazonas aparece na sequência, com saldo de 24.350 empregos formais.
Na comparação nacional, o Pará ocupou a 13ª posição entre as 27 unidades da Federação. O Brasil registrou, no mesmo intervalo, saldo de 1.248.914 empregos com carteira assinada.
Outro dado destacado pelo estudo é que o crescimento de 3,48% no estoque de empregos do Pará ficou acima da média nacional, de 2,65%, e próximo do índice registrado pela Região Norte, de 3,53%.
EXPECTATIVA PARA O ÚLTIMO TRIMESTRE
Na avaliação do DIEESE/PA, a movimentação econômica do último trimestre do ano poderá contribuir para a continuidade das contratações formais no Estado. Entre os fatores apontados estão o pagamento do 13º salário, as vendas da Black Friday, o Natal e as festas de fim de ano.
O estudo também destaca os efeitos econômicos da movimentação do Círio de Nazaré, realizado em outubro, sobre diferentes atividades, especialmente comércio e serviços.
Mantida a média mensal de aproximadamente 44,5 mil admissões observada até setembro, o Pará poderá ultrapassar novamente a marca de 500 mil contratações formais em 2026, repetindo o desempenho registrado em 2025. Entretanto, o resultado final dependerá também do volume de desligamentos até dezembro.
Para Everson Costa, supervisor técnico do DIEESE no Pará, os números mostram a importância de acompanhar não apenas o volume de contratações, mas também a capacidade de manutenção dos empregos criados.
“Os resultados mostram que o mercado de trabalho formal paraense mantém uma trajetória de crescimento, com saldo positivo nos cinco grandes setores da economia. Para o último trimestre, a expectativa é de que a movimentação do comércio e dos serviços, impulsionada pelo 13º salário e pelas festas de fim de ano, contribua para novas oportunidades de trabalho. Mas será fundamental acompanhar também a manutenção dos postos existentes e a efetivação de trabalhadores temporários, para que esses resultados tenham continuidade no início de 2027”, destaca Everson Costa.
O levantamento ressalta, por fim, que a capacidade de preservar os empregos já existentes e transformar parte das contratações temporárias em vínculos permanentes será determinante para sustentar o crescimento do mercado formal de trabalho paraense nos primeiros meses de 2027.
Sugestões de títulos alternativos:
- Pará cria 34,6 mil empregos formais nos primeiros nove meses de 2026, aponta DIEESE
- Mercado de trabalho paraense supera 400 mil admissões e mantém saldo positivo em 2026
- Serviços, construção e comércio impulsionam geração de empregos formais no Pará
Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ com informações do DIEESE/PA – Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado do Pará. Dados do Novo Caged/MTE. Imagem: Reprodução








