segunda-feira, janeiro 26, 2026
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Seminário Internacional valoriza ouro paraense com selo de indicação geográfica

Cacau de Tomé-Açu, queijo do Marajó e waraná da Terra Indígena Andirá-Marau foram destaques no evento.

Com o objetivo de fortalecer a economia regional e valorizar produtos tradicionais, o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), realiza em Belém o III Seminário Internacional de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas do Estado do Pará (Sigema). O evento, que começou nesta quinta-feira (11) e se encerra nesta sexta (12), reúne especialistas, produtores e representantes da sociobiodiversidade amazônica.

O seminário está sendo realizado no Parque de Bioeconomia e Inovações da Amazônia, no Armazém 5 do Porto Futuro II. A programação inclui painéis temáticos, feira de produtos regionais e rodas de conversa, contando com o patrocínio da Vale e o financiamento do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado do Pará (Funcacau).

Identidade, História e Valor de Mercado

Márcia Tagore, coordenadora do evento e engenheira agrônoma da Sedap, ressaltou na abertura a importância da Indicação Geográfica (IG) e das Marcas Coletivas (MC) como ferramentas de valorização cultural e econômica. “Hoje o mercado exige que o produto tenha e conte a sua história. O consumidor quer saber de onde vem o produto. E isso a gente tem condições de fazer, através desses instrumentos de propriedade intelectual”, explicou.

O evento destacou a experiência de sucesso de produtos paraenses já certificados, como o cacau de Tomé-Açu, o queijo do Marajó, a farinha de Bragança e o waraná (guaraná) da Terra Indígena Andirá-Marau, localizada na divisa entre Pará e Amazonas.

O Caso de Sucesso do Cacau de Tomé-Açu

Representando a Casa Suzuki, o produtor Ernesto Suzuki compartilhou a jornada para obter a IG do cacau de Tomé-Açu, concedida pelo INPI em 2018. “Conquistamos a IG a partir de uma demanda do mercado em querer saber a origem do cacau consumido”, relatou. Ele citou entre as vantagens a organização identitária, a confiança do consumidor na origem agroflorestal e a abertura para novos negócios. A cooperativa atualmente reúne 116 associados e expandiu sua atuação no mercado nacional e internacional graças ao selo de origem.

Novos Potenciais e Saberes Tradicionais

Além dos produtos já reconhecidos, o seminário deu visibilidade a iniciativas em busca de certificação, como o mel de São João de Pirabas; o cacau do assentamento Tuerê, em Novo Repartimento; o cacau do Combu; o açaí e o pirarucu do Pará. Outro ponto de destaque foi o artesanato dos Trançados de Arapiuns, que busca o registro como Marca Coletiva. Neidiane Portela, representante das artesãs, enfatizou o trabalho baseado em saberes tradicionais, com cores extraídas de elementos naturais como urucum e genipapo, e ressaltou o envolvimento da comunidade local: “Homens e mulheres trabalham juntos, e hoje todas as comunidades do entorno são beneficiadas com a atividade”.

Serviço:
III Sigema – Seminário Internacional de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas do Pará
Local: Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia – Porto Futuro II (Armazém 5)
Endereço: Avenida Marechal Hermes, nº 14, bairro do Reduto – Belém – PA
Data: até 12 de dezembro
Evento gratuito e aberto ao público
Inscrições: plataforma disponível no site da Sedap (www.sedap.pa.gov.br)
)

Foto: Mateus Costa / Ascom Sedap

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