Artista conhecido no technobrega nega as acusações e afirma confiar na Justiça
O cantor paraense Bruno Nóbrega Mafra, conhecido por liderar a banda Bruno e Trio, foi condenado pela Justiça do Pará a 32 anos de prisão por abuso sexual contra duas meninas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 27, pelo advogado assistente de acusação. A defesa do artista nega os crimes.
De acordo com o processo, os abusos teriam ocorrido entre os anos de 2007 e 2011, período em que as vítimas tinham entre 5 e 9 anos de idade. O caso tramita sob segredo de justiça, medida que visa preservar a identidade e a integridade das vítimas.
CONDENAÇÃO CONFIRMADA
Segundo o advogado Ivanildo Alves, que atua como assistente de acusação, a sentença condenatória foi mantida em segunda instância. O conjunto de provas analisado pela Justiça inclui depoimentos das vítimas, relatos de testemunhas e laudos periciais.
Apesar da condenação, o cantor permanece em liberdade enquanto aguarda o julgamento de recursos, conforme prevê a legislação brasileira, que permite recorrer até o trânsito em julgado da sentença.
DEFESA NEGA CRIMES
Em nota divulgada nas redes sociais da banda, Bruno Mafra afirmou ser inocente das acusações. O artista declarou confiar no devido processo legal e na Justiça, além de informar que não pretende participar de debates públicos sobre o caso enquanto os recursos estiverem em análise.
TRAJETÓRIA NO TECHNOBREGA
Natural de Belém, Bruno Mafra iniciou a carreira musical ainda jovem e chegou a cursar Psicologia antes de se dedicar integralmente à música. Ao longo de mais de duas décadas, consolidou-se como um dos nomes conhecidos do technobrega no Norte e Nordeste.
À frente da banda Bruno e Trio, o artista acumulou apresentações com grande público — algumas chegando a cerca de 15 mil pessoas — e levou sua música para países vizinhos, como Suriname, Guiana Francesa e Venezuela.
No repertório, destacam-se canções populares na região, como “24 Horas”, “Pode Me Prender”, “Garimpo”, “Super-Herói” e “Criança Perdida”, que ajudaram a construir uma base fiel de fãs.
Em 2017, o cantor chegou a se mudar para Portugal com o objetivo de expandir sua carreira internacional, embora não haja confirmação oficial sobre sua residência atual.
CASO VEIO À TONA EM 2019
As denúncias contra o artista se tornaram públicas em 2019, quando as vítimas formalizaram as acusações. Desde então, o processo seguiu em tramitação no Judiciário paraense.
Até o momento, não há informações oficiais atualizadas sobre o local de residência do cantor ou detalhes adicionais sobre sua situação pessoal no Brasil.
Confira o vídeo do Instagram:
https://www.instagram.com/reels/DWZv1FpjZUL
Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Reprodução/G1








