Decisão que atinge o filho do presidente Lula gerou empurra-empurra entre parlamentares; relator aponta suspeita de “sócio oculto” em esquema investigado.
A tarde desta quinta-feira (26) foi marcada por um clima de forte tensão no Congresso Nacional. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Luli nha. A decisão, vista como uma vitória da oposição, provocou uma reação imediata de aliados do governo, resultando em confusão generalizada.
Tumulto no Plenário
Logo após o anúncio do resultado da votação, a sessão foi interrompida por um cenário de desordem. Parlamentares da base governista se dirigiram à mesa diretora em protesto, o que deu início a um episódio de empurra-empurra e troca de provocações com membros da oposição. Agentes de segurança e outros deputados precisaram intervir para conter os ânimos e evitar agressões físicas.
As Suspeitas da Investigação
A mira da CPMI sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou-se após reportagens indicarem repasses financeiros realizados por Antônio Carlos Camilo Antunes a Fábio Luís.
O relator da comissão, Alfredo Gaspar, fundamentou o pedido de quebra de sigilo com base em indícios de irregularidades:
- “Sócio Oculto”: Há suspeitas de que Lulinha tenha atuado como sócio não declarado de Antunes em negócios sob investigação.
- Conexões Bancárias: Além de Lulinha, a comissão aprovou requerimentos que envolvem o Banco Master.
Próximos Passos e Convocações
A ofensiva da CPMI não se limitou à família presidencial. Os parlamentares também aprovaram a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master, para prestar depoimento.
Com a quebra dos sigilos, os investigadores esperam rastrear o fluxo financeiro e confirmar se os valores recebidos possuem lastro legal ou se fazem parte de uma rede de influência indevida dentro da estrutura do INSS. O governo, por sua vez, classifica as medidas como uma tentativa de desgaste político.









