Quarta edição do “Like a Girl” reúne comunidade acadêmica em debates sobre o papel das mulheres no desenvolvimento científico da região.
A Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (Eetepa) Francisco Coimbra Lobato, em Santarém, transformou seus laboratórios em centros de inovação neste final de semana. A quarta edição do evento “Like a Girl: faça ciência como uma garota” reuniu estudantes, professoras e pesquisadoras para uma programação focada no protagonismo feminino e na desmistificação da ciência desde o início da vida escolar.
Integração e Prática Acadêmica
O evento, realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), foi direcionado especialmente às alunas ingressantes do Ensino Médio Integrado. A coordenação, liderada pelas professoras Sarah Batalha (Química), Girlane Freire (Biologia) e Rosiany Marla Riker (Física), propôs uma abordagem interdisciplinar para os cursos de Logística, Segurança do Trabalho, Redes de Computadores e Informática.
“O Like a Girl nasce com a missão de mostrar que a ciência é acessível e que todos podem ocupar esse espaço”, afirmou a professora Sarah Batalha.
Destaques da Programação e Oficinas
A agenda incluiu desde rodas de conversa e cineclube até experiências práticas voltadas à realidade amazônica:
- Sustentabilidade e Biotecnologia: Produção de tintas naturais, compostagem, extração de DNA de banana e sabão ecológico.
- Inovação e Tecnologia: Experiência do usuário (UX/UI) e eletrólise em frutas locais.
- Educação Financeira: Oficinas voltadas ao planejamento para jovens.
Uma das instrutoras convidadas foi Gabrielle Souza, empresária de tecnologia e ex-aluna da Eetepa, que destacou a importância de retornar à instituição para inspirar novos talentos: “Mostramos aos estudantes que saímos preparados para o mercado de trabalho”.
Pertencimento e Futuro
A dinâmica do evento contou com o apoio fundamental de alunas veteranas das turmas de 2024 e 2026, que atuaram como monitoras. Para a caloura de Logística, Maria Eduarda Sampaio, o acolhimento foi essencial: “Nas oficinas conseguimos experimentar e entender na prática. Isso dá segurança para quem está começando agora”.
O titular da Sectet, Victor Dias, ressaltou que iniciativas como esta fortalecem a educação pública no Pará, estimulando a curiosidade e a criatividade. Ao final, o “Like a Girl” reafirmou a escola técnica como um espaço de inclusão, preparando os jovens paraenses para os desafios globais com um olhar atento às necessidades locais.









