Em entrevista nacional, Tenente-Coronel explica o funcionamento do monitoramento em tempo real e como a tecnologia impede o descumprimento de medidas protetivas.
O uso da tecnologia como escudo para mulheres em situação de risco foi o tema de destaque no programa Mais Você, da Rede Globo. Em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, a Tenente-Coronel Cláudia, especialista no tema, detalhou como a tornozeleira eletrônica atua para garantir que as medidas protetivas saiam do papel e se tornem segurança real para as vítimas.
O “Escudo Virtual”
Diferente do monitoramento de presos comuns, a tornozeleira em casos de violência doméstica funciona através de um perímetro de exclusão. Quando o Judiciário determina a medida, o agressor passa a ser monitorado 24 horas por dia por uma central de inteligência da Polícia Militar.
“A tecnologia cria uma barreira invisível. Se o agressor ultrapassar o limite de distância determinado pelo juiz em relação à vítima ou à residência dela, o sistema aciona um alerta imediato”, explicou a Tenente-Coronel.
Como o sistema protege a vítima em tempo real:
De acordo com a explicação detalhada no programa, o funcionamento segue um protocolo de urgência:
- Violação de Perímetro: Assim que o agressor entra na zona proibida, a central de monitoramento recebe um sinal de alerta.
- Ação Policial: Viaturas que estão mais próximas da localização da vítima são acionadas imediatamente para interceptar o agressor.
- Aviso à Vítima: Em muitos casos, o sistema também permite que a mulher seja avisada sobre a proximidade do agressor, dando a ela tempo precioso para buscar abrigo ou acionar socorro.
Rompendo o ciclo da impunidade
A Tenente-Coronel Cláudia ressaltou que a presença do equipamento inibe o agressor e reduz drasticamente a reincidência, pois o descumprimento da distância resulta em prisão imediata.
Para as vítimas, o uso da tornozeleira representa a devolução da liberdade de ir e vir, sabendo que o Estado possui olhos constantes sobre aquele que representa uma ameaça.
Serviço em Belém e no Pará
Se você possui uma medida protetiva e sofre com o descumprimento por parte do agressor, procure a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou utilize o aplicativo SOS Mulher, disponível para auxiliar no acionamento imediato da polícia em casos de urgência.







