Protagonistas de polêmica grave no PSG, jogadores trocaram farpas e encaradas durante o clássico entre o Alvinegro e o Gigante da Colina.
O clima esquentou na Vila Belmiro durante o confronto entre Santos e Vasco na quinta-feira (26). O que era para ser apenas mais um clássico nacional transformou-se em um acerto de contas pessoal entre Neymar e Thiago Mendes. O camisa 10 do Peixe não escondeu a irritação com a postura do adversário e disparou críticas pesadas ainda no intervalo da partida.
“É um babaca”
Visivelmente incomodado, Neymar desabafou sobre o comportamento do volante vascaíno, acusando-o de tentar intimidá-lo fisicamente. “Sempre ele que arruma confusão, quer dar uma de machão. Com todo respeito, é um babaca”, declarou o craque.
A tensão escalou quando Neymar revelou uma suposta ameaça feita por Thiago Mendes dentro de campo:
“Ele me quebrou uma vez no PSG e me prometeu hoje. Vamos ver se é homem suficiente para me quebrar de novo”, desafiou o atacante.
A Origem da Rixa: O Trauma em Paris
O “clima bélico” citado por Neymar remete a dezembro de 2020. Na época, em um duelo entre PSG e Lyon pelo Campeonato Francês, Thiago Mendes atingiu Neymar com uma entrada dura, conhecida como “tesoura”, que prendeu o tornozelo esquerdo do craque.
O histórico daquele episódio foi dramático:
- Saída de Maca: Neymar deixou o campo chorando de dor.
- Expulsão via VAR: Thiago Mendes recebeu apenas o amarelo inicialmente, mas foi expulso após revisão da arbitragem.
- Diagnóstico: O atacante sofreu uma entorse severa e uma lesão óssea, ficando fora dos gramados por cerca de um mês.
- Pedido de Desculpas: Na ocasião, o volante chegou a gravar um vídeo pedindo perdão e desejando recuperação ao ídolo brasileiro, o que parece não ter sido suficiente para selar a paz.
Cenário Atual
O reencontro no Brasil mostra que as desculpas do passado não apagaram a mágoa. Para Neymar, a postura de Thiago Mendes no clássico desta quinta-feira prova que a agressividade do volante é recorrente. Enquanto o jogo seguia, a arbitragem precisou de atenção redobrada para evitar que a promessa de “quebrar” o adversário se transformasse em uma nova lesão grave para o futebol brasileiro.









