quinta-feira, junho 18, 2026
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Debate e lançamento de livro encerram a exposição ‘Trajetórias’ com foco no mercado cultural de Belém

Evento reuniu artistas, empresários e colecionadores para discutir investimentos, valorização da arte e os novos caminhos para a produção paraense.

A democratização do acesso à arte, a formação de novos públicos e a valorização da produção artística paraense estiveram no centro das discussões que marcaram o encerramento da exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense”, no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém. O evento reuniu especialistas, colecionadores, profissionais de diferentes áreas e visitantes em uma conversa sobre Arquitetura, Design e Arte Paraense, mediada pelo colecionador Eduardo Vasconcelos, proprietário do acervo que deu origem à mostra.

Participaram do debate a curadora da exposição, Vânia Leal, o advogado e colecionador Pedro Bentes Filho, o engenheiro civil e empresário André Moreira e o arquiteto Pablo do Vale. Os convidados destacaram pontos como a necessidade de aproximar quem produz de quem compra as obras, além da importância de criar oportunidades para que mais pessoas tenham contato com a arte e compreendam seu papel na construção da identidade cultural, no desenvolvimento social e na economia criativa.

“Muitas vezes existe uma distância entre o que o artista paraense produz e o mercado de aquisição. Então, uma das coisas que estamos discutindo aqui é como quebrar essa barreira, como fazer com que a pessoa que tem a condição de adquirir a arte entenda o valor da arte”, explicou o empresário André Moreira.

A participação do público, que contribuiu com perguntas e reflexões ao longo do encontro, na terça-feira, 16, reforçou a proposta de transformar o espaço cultural em um ambiente de troca de conhecimentos e construção coletiva. Em um cenário de constantes transformações sociais e tecnológicas, os participantes avaliaram que ampliar o acesso à arte e à cultura é um passo essencial para fortalecer a cidadania, preservar a memória e estimular novas formas de pensar e interpretar a realidade amazônica.

“A gente precisa pensar e ter o bom senso de espalhar o letramento artístico para, aí sim, eu poder mostrar às pessoas que a arte não é só entretenimento e sim uma forma de a gente viver, pois, um dos princípios da arte é que o ser humano encontra nela uma outra forma de seguir a vida e, eu, por exemplo, tenho na arte uma forma prosseguir e de ter uma razão de viver todos os dias”, destacou o fotógrafo Marcelo Sarmanho, que esteve na plateia.

Geraldo Monteiro, gerente do Centro Cultural Banco da Amazônia, reforçou o papel fundamental da instituição para a democratização do acesso à Cultura. “As nossas exposições e oficinas são sempre gratuitas, então, isso é dar a oportunidade para que todos, independente de classe social, possam participar dessas programações. E a nossa expectativa é grande porque nós ainda temos, pelo menos, mais oito exposições para serem realizadas, que foram vencedoras do edital de ocupação e ocorrerão até junho de 2027”, pontuou.

Legado – A exposição Trajetórias reuniu obras de mais de 130 artistas paraenses e apresentou um panorama da arte contemporânea produzida no estado ao longo de aproximadamente seis décadas. “A aceitação das pessoas, a quantidade de visitas que tivemos de escolas, faculdades, grupos de pesquisa, curadores de outros estados, tudo isso é um grande exemplo do que deu certo. E a gente já começa a pensar em não só novas exposições, mas em novas ações que possam, cada vez mais, dinamizar todo esse núcleo de artistas, instituições culturais, curadores e apaixonados por arte”, avaliou o colecionador Eduardo Vasconcelos.

Sobre o Centro Cultural – O Centro Cultural Banco da Amazônia é um importante espaço de fomento à arte e à cultura na região amazônica. Localizado no coração de Belém – Av. Presidente Vargas nº 800, o espaço promove exposições, mostras e eventos gratuitos, reforçando o compromisso da instituição com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos talentos locais e nacionais.

Exposições em cartaz

●      Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia

●      Trabalhadores, de Sebastião Salgado

Horários de visitação – Terça a sexta, das 10h às 16h. Sábado, domingo e feriados, das 10h às 14h.

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