O Clube do Remo escreveu mais um capítulo de entrega e superação na Copa do Brasil, mas a noite dessta terça-feira, 04, no Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença, o Novo Mangueirão, terminou com gosto amargo. Diante de um estádio pulsante, o Leão Azul foi derrotado por 1 a 0 pelo Santos e deu adeus à competição nacional nas oitavas de final. O sonho acabou. O jogo teve a cobertura lance a lance da equipe dos titulares do esporte da Grupo Marajoara, em cadeia com a Rede Marajoara de Comunicação, Rádio Metropolitana FM 100.5 e o portal do Jornal A Província do Pará On-Line, patrocínio do sempre Avistão, 54 anos vendendo barato na esquina da economia Rua Manoel Barata com Padre Eutíquio no centro comercial de Belém do Pará, vendendo Móveis e Colchões em até 10X sem entrada, com entrega e montagem grátis.
O roteiro do jogo foi dramático desde os primeiros minutos. Logo no início da partida, o Remo teve um jogador expulso. Foi o capitão Marllon — um golpe duro que mudou completamente o cenário tático e emocional do confronto. Com um homem a menos praticamente durante todo o duelo, a equipe azulina precisou se reinventar em campo.
Mesmo em desvantagem numérica, o time paraense não se encolheu. Ao contrário: mostrou organização, coragem e competitividade. Compacto, brigando por cada bola, o Remo conseguiu equilibrar as ações e, em muitos momentos, encarou o Santos de igual para igual, empurrado pela força da torcida Fenômeno Azul no Mangueirão.

FASE INICIAL
O primeiro tempo terminou sem gols, refletindo um duelo truncado, de muita entrega física e poucas brechas. Na volta do intervalo, o Santos buscou mais o ataque e passou a pressionar com maior intensidade. Foi nesse contexto que surgiu a figura de Neymar, que entrou na etapa final e ajudou a dar mais criatividade ao time paulista.
Mas o futebol, por vezes, é implacável. Aos 29 minutos do segundo tempo, a chamada “lei do ex” entrou em ação. Roni, ex-jogador do Remo, aproveitou uma das raras oportunidades claras e balançou as redes, decretando o 1 a 0 para o Santos — gol que acabou sendo decisivo para a classificação paulista.
O golpe foi sentido, mas não derrubou o Leão. Mesmo cansado e com um jogador a menos, o Remo seguiu lutando até o fim, tentando arrancar ao menos o empate que levaria a decisão para os pênaltis. Faltou, porém, o último toque, a precisão no momento final.
Neymar, que participou diretamente do lance do gol ao dar a assistência, ainda virou personagem de um episódio à parte. O atacante deixou o gramado antes do apito final após sentir problemas físicos, em uma noite em que esteve no centro das atenções dentro e fora de campo.

Ao apito final, ficou a frustração pela eliminação, mas também o reconhecimento de uma atuação marcada pela entrega. Jogar praticamente toda a partida com um a menos e, ainda assim, competir em alto nível contra um adversário qualificado, reforça o espírito de luta do elenco azulino.
A despedida da Copa do Brasil não apaga o que foi construído. Pelo contrário: evidencia um Remo valente, que caiu de pé, sustentado pela sua torcida e por uma atuação que, apesar do resultado, merece ser lembrada como exemplo de resistência.
No Mangueirão, o Leão lutou até o fim. Mas, desta vez, o futebol sorriu para o outro lado.

Por NAZARÉ SARMENTO, da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens: Samara Miranda/Agência Remo






