terça-feira, junho 23, 2026
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Incêndio no Largo da Palmeira mobiliza equipes e levanta alerta sobre segurança em áreas históricas de Belém

Um incêndio de grandes proporções atingiu o subsolo do Largo da Palmeira, no bairro da Campina, área do Comércio, em Belém, no começo da noite de ontem, segunda-feira, 22, provocando apreensão entre moradores e comerciantes da região central da capital paraense. As chamas começaram por volta das 18h e rapidamente ganharam intensidade, sendo visíveis de diferentes pontos da cidade. O Corpo de Bombeiros Militar do Pará foi acionado e atuou por cerca de duas horas até conseguir controlar o fogo, por volta das 20h. Apesar da gravidade do incidente, não houve registro de feridos. A Rua 1º de Março ficou com o trânsito interrompido enquanto os homens do fogo trabalhavam na operação de combate às chamas.

Na manhã desta terça-feira (23), equipes permanecem no local realizando o trabalho de rescaldo, enquanto uma densa fumaça ainda pode ser observada nas proximidades, exigindo atenção redobrada de quem circula pela área. Agentes da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade – SEGBEL também seguem acompanhando a ocorrência e organizando o fluxo de pessoas e veículos.

De acordo com a SEGBEL, o incêndio ficou restrito ao ponto atingido no subsolo e não comprometeu estruturas do entorno, o que evitou danos ainda maiores em uma área considerada sensível por seu valor histórico e comercial.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e passam por investigação. Técnicos devem realizar uma perícia detalhada ao longo do dia para identificar a origem das chamas. A expectativa é que um laudo preliminar seja divulgado nos próximos dias.

Como desdobramento imediato, a Prefeitura de Belém avalia a necessidade de intensificar fiscalizações em espaços subterrâneos e imóveis antigos da região do Comércio, especialmente no que diz respeito a instalações elétricas e armazenamento irregular de materiais inflamáveis.

Comerciantes locais demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos e cobram mais segurança preventiva. “A gente fica inseguro, porque não sabe o que pode ter causado isso. Poderia ter sido pior”, relatou um lojista da área.

O caso reacende o debate sobre a preservação e manutenção de áreas históricas da capital paraense, muitas delas com estruturas antigas e suscetíveis a incidentes dessa natureza.

Novas informações devem ser divulgadas ao longo do dia pelas autoridades responsáveis.

Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem ilustrativa

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