A Sezel iniciou nesta terça-feira, 14, a lavagem diária de toda a praça. Ação elimina o odor causados pelos dejetos das aves e consequentemente incomoda os animais. Já a Semma realizará ações ambientais para que as aves migrem para outros ambientes urbanos
A Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel) em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), iniciou nesta terça-feira, 14, uma mega operação de limpeza na praça Batista Campos. O objetivo é conter a proliferação de garças no local, limpar dejetos e tornar o espaço mais agradável para comerciantes, moradores e frequentadores da praça.
Equipes da Sezel passarão a realizar, por tempo indeterminado, a lavagem diária de toda a praça. Segundo o secretário executivo de Parques e Praças da Sezel, Orlando Maestri, a medida busca melhorar as condições de uso do espaço e, ao mesmo tempo, desestimular a permanência das garças.
“A lavagem, além de melhorar o espaço para a utilização dos frequentadores, proporcionando um ambiente mais limpo, também modifica o odor da praça, não apenas para quem frequenta o local, mas para que as garças se sintam incomodadas por não encontrarem mais o cheiro dos dejetos que elas mesmas produzem”, explicou.
Maestri destaca que o odor dos dejetos acaba formando um habitat favorável para as aves. Com a limpeza constante, a tendência é que elas deixem de encontrar esse ambiente propício e passem a se incomodar com a mudança.
Paralelamente à lavagem, a Semma realiza até sexta-feira, 17, sempre das 9h às 12h, uma ação de educação ambiental voltada a comerciantes e frequentadores da praça Batista Campos. O trabalho inclui conversas com o público e distribuição de panfletos explicativos sobre como agir em situações envolvendo as aves.
“Vamos conversar com o público sobre os riscos que essas aves provocam, por exemplo, orientar o que fazer quando encontrar um animal em óbito ou ferido aqui na praça”, explica a diretora do Bosque Rodrigues Alves, Ellen Eguchi.
Ela reforça que a principal recomendação é não tocar nem remover as aves.
“A orientação é não tocar nem remover o animal, porque não se sabe quais doenças ele pode estar veiculando. O correto é acionar a Guarda Municipal, pelo número 153, ou o Batalhão de Polícia Ambiental, por meio do 190”, orienta.
Vegetação e abundância de alimento favoreceram aumento da população de garças
De acordo com Ellen Eguchi, a migração de garças para a Praça Batista Campos já vinha sendo observada há algum tempo, mas a proliferação se intensificou.
A combinação entre as grandes árvores existentes no espaço e a elevada quantidade de tilápias, principal alimento das aves, criou condições ideais para que elas permanecessem no local, explica.
“Com a oferta fácil de alimentos, elas se fixaram aqui. O nosso objetivo é que voltem a apresentar um comportamento migratório e sejam redistribuídas para outros ambientes urbanos”, afirma.
Ela acrescenta que esse fenômeno ocorre apenas na praça Batista Campos.
ÓBITOS FAZEM PARTE DO CICLO NATURAL
Ellen Eguchi explica ainda que a morte de garças é um fenômeno natural, mas se tornou mais perceptível devido à grande concentração das aves.
“A concentração é muito alta, há muitas disputas entre elas. Além disso, as garças atraem urubus, que acabam atacando essas aves. É uma dinâmica que faz parte da cadeia alimentar”, esclarece.
Para reduzir os impactos, foi elaborado um plano emergencial que prevê o atendimento aos animais feridos, a remoção daqueles encontrados mortos, a lavagem e desinfecção diária da praça e a retirada da principal fonte de alimento das aves.
“O plano consiste no atendimento dos animais machucados e na remoção dos que estiverem em óbito. Também prevê a lavagem diária e a desinfecção do local, além da remoção da principal fonte desses animais, que são as tilápias. Elas se reproduziram de maneira exacerbada, provocando um desequilíbrio ambiental e fazendo com que as garças permanecessem na praça, onde encontram abrigo nas árvores e alimento sem ameaças”, explica Eguchi.

Fonte e imagens: Agência Belém






