Autorização de área sob suspeita de grilagem foi concedida a grupo que não seria o verdadeiro proprietário.
Uma denúncia recebida pela redação coloca sob suspeita a atuação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas). De acordo com os relatos apresentados, o órgão concedeu uma licença ambiental para uma propriedade em Santarém em favor de um grupo apontado como não sendo o legítimo proprietário do imóvel.
O ato administrativo referente à concessão da licença foi assinado por Sandino Mota de Sousa. O caso levanta questionamentos sobre a rigorosidade dos critérios adotados pela secretaria na análise da documentação apresentada, especialmente quanto à verificação e comprovação da titularidade da área antes da emissão da autorização.

Inquérito Policial Apura Suposto Esquema de Grilagem
A gravidade do caso levou à atuação das autoridades policiais da região. Documentos obtidos pela reportagem confirmam que a Delegacia Especializada em Conflitos Agrários de Santarém (Deca) instaurou um inquérito policial para apurar o suposto esquema de grilagem de terras envolvendo o imóvel em questão.
As investigações da Polícia Civil buscam esclarecer a possível prática de uma série de crimes, incluindo:
- Usurpação e esbulho possessório;
- Falsificação de documentos públicos e particulares;
- Falsidade ideológica e uso de documento falso;
- Estelionato.
Os fatos seguem sob apuração policial para determinar as responsabilidades cabíveis. O espaço permanece aberto para as manifestações da Semas e de todas as partes citadas na denúncia.





