Após décadas de baixos índices de desenvolvimento humano, econômico e educacional, o Marajó, maior arquipélago fluviomarítimo do planeta, com mais de 41 mil Km2, vive um momento histórico e marcante para seus mais de 600 mil habitantes.
A região, dividida entre os campos, florestas e várzeas, está superando seu baixo crescimento, para melhoras consistentes, embora ainda existam bolsões de pobreza nas periferias das cidades e nas beiras de rios onde a mão do Estado não conseguiu atingir.
Mas os avanços são inegáveis como nos índices de educação básica, onde a maioria dos municípios cresceu significativamente, mesmo os mais distantes, como Bagre, Gurupá, Portel, Afuá e Curralinho, e também os mais próximos da capital como Muaná, Cachoeira do Arari, Soure, e Ponta de Pedras.
Segundo o prefeito de Bagre e presidente da Associação dos Municípios do Marajó(AMAM), Clebinho Rodrigues, uma série de fatores contribuiu para esse avanço na educação como maiores investimentos dos governos federal e estadual, qualificação de docentes e técnicos, melhoria das escola e investimentos em equipamentos, na merenda e
na busca ativa para diminuir a evasão escolar.
O Tribunal de Contas dos Municípios(TCM), criou uma força tarefa a fim de diagnosticar os gargalos e apresentar soluções aos prefeitos que se engajaram plenamente na melhoria do sistema de ensino básico.
O Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação Básica, promoveu várias visitas técnicas aos municípios indicando novos conceitos e formulando políticas educacionais que surtiram efeitos bastante positivos.
O crescimento da economia como a agropecuária, o turismo que avançou na maioria das cidades, a pesca e produtos da floresta, a melhoria dos transportes fluviais mais rápidos e seguros, representam uma soma de esforços conjunta que faz o marajoara acreditar em novos tempos, principalmente com a exploração dos poços petrolíferos na costa do Amapá, que deverá redundar em polpudos royalties para as prefeituras marajoaras.
Por Pedro Medina/Imagem: Reprodução






