quinta-feira, agosto 20, 2026
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Empresas fechando: juros altos, crédito caro e crise internacional colocam negócios brasileiros — e paraenses — sob pressão

Recuperações judiciais avançam, varejo encolhe e milhões de empresas enfrentam dívidas. No Pará, inadimplência empresarial está entre as maiores do país; Casas Bahia simboliza uma crise que mistura juros, endividamento, mudanças no consumo, concorrência digital e problemas de gestão

Por ROBERTO BARBOSA, da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ

O fechamento de empresas deixou de ser um fenômeno restrito a pequenos negócios e passou a atingir grandes grupos que, durante décadas, foram considerados símbolos de força no mercado brasileiro. O caso mais recente e emblemático é o da Casas Bahia, que entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar uma dívida de aproximadamente R$ 17,3 bilhões, depois de registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.

O episódio não significa, sozinho, que o Brasil esteja vivendo uma onda generalizada de falências. O quadro é mais complexo: a economia continua abrindo novos negócios e gerando empregos, mas uma parcela importante das empresas está enfrentando uma combinação particularmente difícil de juros elevados, crédito restrito, inadimplência, custos operacionais, menor capacidade de consumo, concorrência digital, endividamento acumulado e incertezas internas e internacionais.

Os números mais recentes mostram a dimensão do problema. O número de empresas em recuperação judicial no Brasil saltou de 3.823 no segundo trimestre de 2023 para 6.341 no segundo trimestre de 2026, crescimento de 65,8%, segundo levantamento da RGF. O avanço atingiu especialmente agronegócio, transporte e logística e varejo.

No varejo, o crescimento foi igualmente expressivo: entre junho de 2025 e junho de 2026, o número de empresas do setor em recuperação judicial passou de 819 para 986, alta de 20,4%.

A fotografia, portanto, é de uma economia em funcionamento, mas com uma parte relevante do setor produtivo operando sob forte estresse financeiro.

Não é simplesmente “a crise do Brasil”

A pergunta que se impõe é: por que tantas empresas estão fechando ou pedindo recuperação judicial?

A resposta não está em um único fator.

O primeiro elemento é o ambiente doméstico. A taxa básica de juros, a Selic, chegou a 14% ao ano após decisão do Comitê de Política Monetária em agosto. O Banco Central reduziu a taxa, mas ela continua em patamar elevado para empresas que dependem de capital de giro, financiamento bancário, antecipação de recebíveis ou crédito ao consumidor.

É importante fazer uma distinção: a Selic não é definida diretamente pelo governo federal. A taxa é estabelecida pelo Copom, do Banco Central, dentro do regime de metas de inflação. A política fiscal do governo, entretanto, influencia o ambiente econômico e as expectativas de inflação, câmbio e risco, fatores que podem contribuir para manter os juros elevados por mais tempo.

Na prática, para o empresário, a diferença institucional pouco muda o problema: dinheiro caro significa menor margem, investimentos adiados, dificuldade para refinanciar dívidas e maior custo para manter a empresa funcionando.

O próprio governo reconhece a dificuldade de acesso ao crédito e ampliou mecanismos de renegociação. Em julho, o Ministério da Fazenda anunciou mudanças envolvendo Pronampe e ProCred, com ampliação de prazos, carência e limites para determinados grupos de empresas.

O novo Pronampe também continua sendo uma das principais ferramentas federais de financiamento das micro e pequenas empresas. Pelas regras divulgadas pelo Ministério do Empreendedorismo, a taxa máxima pode chegar à Selic acrescida de 6 pontos percentuais para operações posteriores a 2021. Com a Selic em 14%, isso mostra como mesmo uma linha incentivada pode continuar representando um custo relevante para um pequeno negócio.

O governo também criou o Desenrola Pequenos Negócios, voltado à renegociação de dívidas de MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, como parte do programa Acredita Brasil.

Ou seja: há políticas de incentivo e crédito, mas elas enfrentam uma contradição: quanto maior a taxa básica de juros, mais caro tende a ser o dinheiro disponível para empresas e consumidores.

O CÍRCULO VICIOSO DO CRÉDITO

O mecanismo é relativamente simples.

Uma loja precisa de R$ 500 mil para recompor o estoque. Se o crédito é barato, a empresa financia a compra, vende os produtos, recebe dos clientes e paga o banco.

Mas, quando o dinheiro fica caro, a margem desaparece.

A empresa vende menos porque o consumidor também está pagando juros altos. Para tentar manter o faturamento, parcela mais. Ao mesmo tempo, cresce a inadimplência. O caixa aperta. O empresário recorre ao banco para cobrir o buraco. A dívida aumenta. Os juros aumentam a dívida. E a empresa passa a trabalhar cada vez mais para pagar o sistema financeiro.

É nesse momento que a recuperação judicial pode aparecer como alternativa à falência.

O crescimento dos processos mostra justamente que muitas empresas não estão necessariamente sem operação, mas sem capacidade de administrar o passivo dentro das condições atuais.

O PARÁ ENTRA NESSA CONTA

No Pará, o problema ganha características próprias.

O Estado possui uma economia fortemente ligada ao comércio, serviços, mineração, agropecuária, logística e atividades relacionadas à cadeia de commodities. Isso faz com que a economia paraense tenha, ao mesmo tempo, vantagens e vulnerabilidades diante das oscilações nacionais e internacionais.

Um dado da Serasa Experian ajuda a dimensionar a situação: em março de 2025, 39,8% das empresas paraenses estavam negativadas, uma das maiores proporções do país naquele levantamento.

Outro levantamento, com dados de abril de 2026, apontou 82.645 empresas com dívidas no Pará.

Isso não significa que todas essas empresas estejam prestes a fechar. Estar negativada ou possuir dívida é diferente de estar insolvente. Mas o indicador mostra que existe um contingente expressivo de empresas paraenses convivendo com algum grau de pressão financeira.

Há também um alerta particularmente importante para o Pará: o agronegócio.

Em 2025, empresas relacionadas à cadeia agropecuária registraram 384 pedidos de recuperação judicial no país, alta de 29,3%. No recorte estadual, o Pará contabilizou 49 pedidos ligados ao agronegócio, segundo dados da Serasa Experian.

Para um Estado que possui forte participação de atividades primárias e exportadoras na economia, esse movimento merece atenção.

MAS O PARÁ TAMBÉM ABRE EMPRESAS

Há um contraponto importante para evitar uma conclusão equivocada.

O fechamento de empresas não significa que o empreendedorismo paraense esteja paralisado.

Dados da Junta Comercial do Estado do Pará mostraram que, entre janeiro e maio de 2025, foram abertas 11.274 novas empresas em Belém, enquanto no Estado foram registradas 12.302 baixas, abaixo das 13.190 registradas no mesmo período de 2024.

O governo federal mantém ainda o Mapa de Empresas, plataforma que acompanha mensalmente a abertura e o fechamento de empresas em todo o país, inclusive por Estado e atividade econômica. O painel estava atualizado até junho de 2026.

Isso revela uma característica importante da economia: empresas nascem e morrem simultaneamente.

O problema aparece quando a velocidade de fechamento, a quantidade de empresas endividadas e o número de recuperações judiciais aumentam de forma persistente.

Casas Bahia: o caso que virou símbolo

A crise das Casas Bahia é particularmente significativa porque não se trata de uma pequena empresa sem acesso a crédito.

O grupo reúne marcas conhecidas, milhares de trabalhadores, extensa rede física, comércio eletrônico, logística e uma enorme cadeia de fornecedores.

Mesmo assim, a companhia chegou ao ponto de recorrer novamente à Justiça.

O pedido de recuperação judicial envolve dez empresas do grupo e aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas. Cerca de R$ 16,4 bilhões são classificados como créditos quirografários, além de débitos trabalhistas e com micro e pequenas empresas.

O grupo já havia passado por uma recuperação extrajudicial em 2024, mas a reestruturação anterior não foi suficiente para resolver o problema de endividamento.

Agora, o plano prevê uma redução drástica da estrutura física.

A empresa anunciou o fechamento de aproximadamente 298 lojas, além de cortes de investimentos e redução de pessoal. Desde 2023, o grupo já havia eliminado cerca de 12 mil postos de trabalho, segundo levantamento publicado nesta quarta-feira (19).

E a crise já alcança fornecedores e trabalhadores.

A Justiça do Trabalho determinou nesta quarta-feira que a companhia restabeleça temporariamente os contratos e benefícios de aproximadamente 1.900 funcionários demitidos entre 13 e 17 de agosto, em decisão relacionada à necessidade de negociação coletiva antes de demissões em massa.

A Justiça paulista também determinou a manutenção de entregas de produtos e proibiu, provisoriamente, cortes de serviços essenciais à operação, como energia, água, segurança, tecnologia e aluguel de imóveis.

O episódio mostra que uma recuperação judicial não é sinônimo de falência.

Recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência.

A empresa continua funcionando, mas busca renegociar suas dívidas e reorganizar sua estrutura. Se o plano fracassar, entretanto, a falência pode se tornar uma possibilidade.

O problema é apenas a Selic?

Não.

E essa é uma das conclusões mais importantes desta reportagem.

Os juros altos ajudam a explicar o problema, mas não explicam tudo.

No caso das Casas Bahia, por exemplo, há também:

  • elevado endividamento acumulado;
  • modelo de negócios dependente de crédito e parcelamento;
  • inadimplência dos consumidores;
  • redução da rentabilidade;
  • excesso de lojas físicas;
  • transformação do comportamento do consumidor;
  • concorrência dos marketplaces;
  • necessidade de investimentos em tecnologia;
  • custos operacionais elevados;
  • decisões empresariais tomadas em períodos econômicos diferentes;
  • problemas de gestão e estratégia;
  • dificuldade de refinanciar passivos.

Grandes redes varejistas brasileiras já reestruturaram mais de R$ 68 bilhões em dívidas desde 2023 por meio de recuperações judiciais ou extrajudiciais. O movimento envolve, além das Casas Bahia, nomes como Americanas, Grupo Pão de Açúcar, Tok&Stok, Casa & Vídeo, Marabraz e outras redes.

Portanto, colocar toda a responsabilidade sobre a política monetária seria simplificar demais a realidade.

E A CRISE MUNDIAL?

Também existe uma dimensão internacional.

A economia brasileira não está isolada do mundo.

A guerra envolvendo Estados Unidos e Irã adicionou uma nova variável de risco ao cenário internacional em 2026, especialmente por causa do petróleo.

O Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás, teve forte redução no tráfego em agosto diante das tensões na região. A rota normalmente responde por aproximadamente 20% do abastecimento global de petróleo e gás.

O efeito econômico é direto.

Se o petróleo sobe:

petróleo ↑ → combustíveis ↑ → transporte ↑ → custos industriais ↑ → preços ↑ → inflação ↑ → juros permanecem elevados por mais tempo.

É uma cadeia que pode atingir desde uma grande indústria até o pequeno comerciante que precisa pagar frete para receber mercadoria.

Em 17 de agosto, o Brent chegou a superar os US$ 91 por barril, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã.

Para o Pará, o cenário possui ainda uma peculiaridade.

O Estado é grande produtor e exportador de commodities e abriga importantes cadeias de mineração, energia e agropecuária. Portanto, determinados aumentos internacionais podem favorecer setores exportadores, enquanto prejudicam outros segmentos por meio de combustíveis, fretes, insumos e inflação.

A mesma crise internacional pode criar ganhadores e perdedores dentro do próprio Estado.

Há também uma crise de consumo

O problema chega ao outro lado do balcão: o consumidor.

Uma empresa não fecha apenas porque sua dívida aumentou. Ela fecha quando não consegue mais gerar caixa suficiente para pagar seus compromissos.

E, para gerar caixa, precisa vender.

Quando o consumidor está endividado, com cartão comprometido, financiamento caro e renda pressionada, ele adia a compra de móveis, eletrodomésticos, veículos, roupas e outros produtos.

Isso atinge especialmente o comércio.

É justamente aí que o modelo tradicional das Casas Bahia encontra um dos seus maiores desafios: vender produtos caros em muitas parcelas tornou-se mais difícil quando o crédito ficou mais caro e o consumidor passou a comparar preços em centenas de plataformas digitais.

O comércio eletrônico mudou a competição.

Uma loja física paga aluguel, energia, funcionários, segurança, estoque e logística. Um marketplace consegue operar com estrutura diferente e competir em preço e variedade.

A transformação tecnológica, portanto, não é apenas uma ameaça às empresas tradicionais. Ela é uma pressão para que essas companhias mudem rapidamente.

O GOVERNO TEM CULPA?

A resposta responsável é: há fatores de política econômica que podem contribuir para o ambiente adverso, mas não é correto atribuir todas as falências ao governo.

A política fiscal, a trajetória da dívida pública, os gastos, a percepção de risco e as expectativas de inflação influenciam as condições financeiras do país.

Economistas ouvidos recentemente em debate sobre a economia brasileira apontaram justamente que o quadro internacional — com guerras, protecionismo e inflação — se soma às vulnerabilidades fiscais brasileiras. A dívida pública próxima de 80% do PIB aparece como uma das preocupações para o futuro dos juros.

Por outro lado, o governo argumenta que vem adotando programas para ampliar crédito e renegociar dívidas de pequenos negócios, como Novo Pronampe, ProCred e Desenrola Pequenos Negócios.

A discussão, portanto, não deveria ser simplesmente “governo contra empresários”.

O debate econômico mais relevante é outro:

como reduzir inflação e risco fiscal sem sufocar as empresas com juros elevados e, ao mesmo tempo, como oferecer crédito sem criar uma nova bolha de endividamento?

O que pode acontecer daqui para frente?

O cenário exige cautela.

A recuperação judicial das Casas Bahia é um dos sinais mais visíveis de uma transformação maior no setor empresarial brasileiro. O problema não está apenas nas grandes companhias.

A diferença é que uma grande empresa possui patrimônio, marcas, contratos, fornecedores e estrutura suficientes para tentar uma recuperação judicial.

O pequeno comerciante muitas vezes não tem.

Ele simplesmente fecha a porta.

Esse é um dos aspectos menos visíveis da crise empresarial brasileira.

A empresa grande aparece no noticiário porque pede recuperação judicial de bilhões de reais. O pequeno estabelecimento desaparece silenciosamente da rua comercial, deixa dívidas com fornecedores, perde funcionários e encerra o CNPJ.

O Pará precisa olhar para além das grandes empresas

Para o Pará, o desafio é ainda maior porque a economia estadual possui forte dependência de setores que estão sujeitos às oscilações internacionais, ao custo logístico, ao preço das commodities e às condições de crédito.

Ao mesmo tempo, existe uma enorme base de micro e pequenos negócios.

O Estado precisa, portanto, acompanhar não apenas o número de empresas abertas, mas principalmente:

quantas conseguem sobreviver; quantas estão endividadas; quais setores concentram os fechamentos; quais municípios apresentam maior vulnerabilidade; quantos empregos são destruídos; e quantas empresas conseguem se recuperar depois de entrar em crise.

A existência de programas de crédito é importante, mas não basta.

Para uma empresa sobreviver, precisa haver cliente, crédito, previsibilidade, produtividade, infraestrutura, segurança jurídica e condições para investir.

UMA CRISE COM VÁRIAS CAUSAS

O quadro atual pode ser resumido como uma espécie de tempestade econômica de várias frentes.

No Brasil: juros ainda elevados, crédito caro, endividamento, inadimplência e incertezas fiscais.

Nas empresas: dívidas acumuladas, modelos de negócios pressionados, custos maiores e necessidade de adaptação tecnológica.

No consumidor: renda comprometida, crédito caro e menor capacidade de compra.

No mundo: guerras, petróleo, protecionismo, tensões comerciais e mudanças nas cadeias de produção.

No varejo: avanço dos marketplaces, redução do fluxo nas lojas físicas e transformação acelerada do comportamento do consumidor.

E, no meio dessa tempestade, empresas precisam continuar pagando salários, impostos, fornecedores, aluguel, energia, logística e bancos.

A história das Casas Bahia, portanto, não deve ser vista apenas como a história de uma gigante que entrou em recuperação judicial.

É também um retrato de uma economia em transformação.

Uma empresa que não consegue se adaptar fecha. Uma empresa excessivamente endividada pode quebrar mesmo vendendo bilhões. Uma pequena empresa sem acesso a crédito pode desaparecer antes mesmo de conseguir pedir recuperação judicial.

E o Pará, com uma das maiores taxas de inadimplência empresarial registradas no país e uma economia fortemente exposta ao comércio, serviços, agropecuária, mineração e logística, precisa acompanhar esse movimento de perto.

Porque, no fim, quando uma empresa fecha, não desaparece apenas um CNPJ: desaparecem empregos, renda, fornecedores, arrecadação e parte da atividade econômica de uma cidade.

E quando milhares fazem isso ao mesmo tempo, o problema deixa de ser apenas empresarial.

Passa a ser um problema econômico e social.

NÚMEROS QUE AJUDAM A ENTENDER A CRISE

IndicadorNúmero
Empresas em recuperação judicial no Brasil — 2º tri/20233.823
Empresas em recuperação judicial — 2º tri/20266.341
Alta no período65,8%
Empresas do varejo em recuperação — jun/2025819
Empresas do varejo em recuperação — jun/2026986
Alta no varejo20,4%
Empresas negativadas no Brasil9,1 milhões
Empresas negativadas no Pará — indicador de mar/202539,8%
Empresas paraenses com dívidas — abr/202682.645
Dívida da Casas BahiaR$ 17,3 bilhões
Prejuízo da Casas Bahia no 2º tri/2026R$ 10,1 bilhões
Lojas Casas Bahia previstas para fechamento298
Selic em agosto de 202614% ao ano
Recuperações judiciais ligadas ao agro no Pará em 202549

Fontes: Banco Central, Serasa Experian, RGF, Ministério da Fazenda, Ministério do Empreendedorismo, Junta Comercial do Pará e dados empresariais compilados por fontes especializadas.

Para acompanhar os dados oficiais, o governo federal disponibiliza o Mapa de Empresas, com informações mensais sobre abertura e fechamento de empresas por localização e atividade econômica. Mapa de Empresas — Governo Federal

Nota editorial: os números de empresas paraenses utilizados nesta reportagem são de períodos diferentes porque os indicadores oficiais de abertura/baixa, inadimplência e recuperação judicial possuem metodologias e calendários de divulgação distintos. Por isso, eles não devem ser somados nem interpretados como se representassem o mesmo universo estatístico.

Imagens ilustrativas: Agência Brasil

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