Nutricionista explica como escolhas diárias no prato garantem mais autonomia e qualidade de vida.
Garantir a autonomia e a qualidade de vida ao longo dos anos passa diretamente pelos cuidados com a mente. Para manter o cérebro ativo e afiado, a alimentação desempenha um papel estratégico, fornecendo a energia e os nutrientes essenciais para o funcionamento do sistema nervoso central, conforme explica a nutricionista Sabina Donadelli em entrevista à coluna Claudia Meireles.
Pequenos lapsos do dia a dia — como esquecer onde deixou as chaves, perder o fio da meada em uma conversa ou precisar reler o mesmo texto várias vezes — costumam se intensificar em fases de estresse, noites mal dormidas e rotinas agitadas. Contudo, a negligência com o prato também figura entre as principais causas dessa queda de rendimento mental.
Variedade e constância no prato
Para melhorar a memória e a concentração, a especialista ressalta que não existem soluções milagrosas ou ingredientes isolados. O segredo está na diversidade e na regularidade das refeições.
- Alimentação colorida e natural: Quanto mais variados forem os alimentos, maior será o aporte de nutrientes para o cérebro. Como pontua a nutricionista, não adiantar consumir apenas uma castanha esporadicamente e esperar resultados imediatos.
- Atenção aos excessos: Hábitos como passar longos períodos em jejum, ingerir pouca água ou manter uma dieta rica em açúcares e ultraprocessados geram oscilações de energia, sonolência e falta de foco.
Quando buscar ajuda médica
Embora escolhas alimentares saudáveis fortaleçam a preservação cognitiva, elas não substituem o diagnóstico especializado. Caso os lapsos de memória se tornem frequentes, acompanhados de confusão mental ou alterações no comportamento que afetem as tarefas rotineiras, é fundamental consultar um médico para investigar as causas subjacentes.
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