Treinador deixou o clube após derrota para o Bahia, com o Remo na vice-lanterna da Série A e em uma sequência de sete jogos sem vencer
O Clube do Remo terá de desembolsar aproximadamente R$ 1,2 milhão para encerrar o vínculo com o técnico Léo Condé. O acordo entre as partes prevê o pagamento equivalente a cerca de dois salários do treinador, que recebia aproximadamente R$ 600 mil mensais. Como existem frações no cálculo final, o valor não chega exatamente a R$ 1,2 milhão.
A informação sobre o acerto financeiro foi divulgada inicialmente pelo jornalista Nelson Torres e confirmada pela reportagem do site Estado do Pará Online (EPOL).
Condé deixou o comando do Remo após a derrota por 2 a 1 para o Bahia, em Salvador, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida marcou a quarta derrota consecutiva do Leão na Série A e encerrou uma sequência de sete rodadas sem vitória na competição. O clube confirmou oficialmente que a saída ocorreu em comum acordo durante a viagem de retorno a Belém.
Campanha de Condé terminou com números negativos
Léo Condé chegou ao Remo em março de 2026 e comandou a equipe durante cerca de seis meses. De acordo com a nota oficial divulgada pelo clube, foram 30 partidas, com oito vitórias, sete empates e 15 derrotas.
No Campeonato Brasileiro, o treinador esteve à frente do time em 23 partidas, com cinco vitórias, cinco empates e 13 derrotas. O Remo marcou 33 gols e sofreu 43 durante toda a passagem de Condé, considerando as competições disputadas no período.
Além da Série A, o treinador comandou o Leão em partidas da Copa do Brasil e da Copa Norte.
A saída ocorreu em um momento de forte pressão pelos resultados. Segundo levantamento do Ge/Globo, considerando a passagem completa, Condé terminou com aproveitamento de 34,4% e foi o 17º treinador a deixar um clube durante o Brasileirão de 2026.
REMO ESTAVA NA VICE-LANTERNA
Quando Condé deixou o cargo, o Remo ocupava a 19ª colocação do Campeonato Brasileiro, dentro da zona de rebaixamento. A equipe tinha 23 pontos e vinha de uma sequência de sete partidas sem vencer na Série A.
A derrota para o Bahia foi especialmente pesada porque representou o quarto revés consecutivo do time na competição. Antes disso, o Remo já havia perdido para adversários como Flamengo e Coritiba, aumentando a pressão sobre a comissão técnica.
O momento também era marcado por um jejum mais amplo. Somando outras competições, o Leão chegou a nove partidas consecutivas sem vitória, incluindo os dois confrontos contra o Santos pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Assim, Condé deixou o clube com o Remo ainda lutando contra o rebaixamento e com uma diferença importante para o primeiro time fora da zona de queda.
Carpini assumiu com 11 rodadas pela frente
Para substituir Léo Condé, o Remo contratou Thiago Carpini, que assumiu o time com 11 rodadas restantes do Campeonato Brasileiro. O novo treinador foi apresentado como responsável pela tentativa de reação na reta final da Série A.
Carpini estreou diante do Santos, no Mangueirão, pela 28ª rodada. O Remo acabou derrotado por 2 a 1, resultado que manteve o time na vice-lanterna, com 23 pontos.
A derrota ampliou para oito jogos a sequência do Remo sem vencer na Série A e deixou o clube com dez partidas para tentar modificar sua situação no campeonato.
O calendário prevê cinco jogos do Remo em Belém e cinco fora de casa nas dez rodadas finais, segundo levantamento do Ge/Globo. Entre os confrontos está o duelo contra o Grêmio, marcado para 7 de outubro, às 19h30, no Mangueirão, pela 29ª rodada.
Rescisão aumenta custo das mudanças no comando
O pagamento a Léo Condé representa mais uma despesa provocada por uma mudança de treinador durante a temporada. O acordo encerra formalmente o vínculo do técnico e de sua comissão com o clube.
Além de Condé, deixaram o Remo os auxiliares Felipe Surian e Renato Negrão e o preparador físico Diego Kami Mura.
Agora, sob o comando de Carpini, o Remo terá pela frente uma sequência decisiva para definir seu futuro na elite nacional. O confronto com o Grêmio ganhou peso adicional porque o clube gaúcho também está envolvido na luta contra o rebaixamento. Após a 28ª rodada, o Grêmio aparecia com 29 pontos e na 17ª posição.
O Remo, portanto, chega à reta final da Série A tendo de conciliar a recuperação esportiva dentro de campo com os custos provocados pelas sucessivas mudanças na comissão técnica. A rescisão com Léo Condé é mais um capítulo dessa temporada de forte pressão sobre o clube paraense.
Por ROBERTO BARBOSA/Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Samara Miranda/Agência Remo







