O mercado de trabalho formal do Pará registrou saldo positivo de 28.833 empregos com carteira assinada entre janeiro e agosto de 2026. O resultado é decorrente de 355.140 admissões e 326.307 desligamentos, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA), com base nos dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Somente em agosto, o Estado contabilizou 46.711 contratações e 39.508 desligamentos, resultando na abertura de 7.203 postos de trabalho. Com isso, o estoque de empregos formais chegou a 1.025.190 vínculos, crescimento de 0,71% em relação ao mês anterior.
Entre os setores econômicos, Serviços apresentou o maior saldo em agosto, com 2.922 empregos. Na sequência aparecem Construção, com 1.532 vagas; Comércio, com 1.510; Agropecuária, com 725; e Indústria, com 514 postos.
No acumulado dos oito primeiros meses do ano, Serviços também liderou a geração de empregos, com 15.056 vagas. Construção registrou 5.565, Comércio 4.227, Indústria 3.070 e Agropecuária 915.
LIDERANÇA REGIONAL
O desempenho colocou o Pará na primeira posição entre os estados da Região Norte na geração de empregos formais. Dos 69.138 postos criados na região entre janeiro e agosto, 28.833 foram registrados em território paraense, o equivalente a 41,70% do resultado regional.
No cenário nacional, o Estado ocupou a 13ª posição no ranking de geração de empregos formais entre as 27 unidades da Federação. O crescimento de 2,89% no estoque estadual também ficou acima da média brasileira, de 2,41%.
Para Everson Costa, supervisor técnico do DIEESE no Pará, os números demonstram a importância dos setores de serviços, construção e comércio para a dinâmica do mercado de trabalho estadual.
Segundo ele, a continuidade desse movimento nos próximos meses dependerá da manutenção da atividade econômica, do comportamento do consumo e da capacidade dos setores produtivos de preservar os postos existentes e realizar novas contratações.
EXPECTATIVA PARA O FIM DO ANO
A análise do DIEESE aponta condições favoráveis para a continuidade da geração de empregos formais nos últimos quatro meses de 2026. Entre os fatores que podem contribuir para esse movimento estão o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais, a programação do Círio de Nazaré, a Black Friday, as compras de Natal e as festas de fim de ano.
De acordo com o Governo do Pará, somente a primeira parcela do 13º salário dos servidores estaduais deverá movimentar mais de R$ 660 milhões. A circulação desses recursos tende a estimular o consumo das famílias e a movimentação de atividades como comércio, transporte, distribuição e serviços.
O estudo estima que, mantida a média mensal de admissões registrada entre janeiro e agosto, o Pará poderá ultrapassar novamente a marca de 500 mil contratações formais em 2026. O DIEESE ressalta, entretanto, que esse volume representa admissões, e não necessariamente empregos líquidos, uma vez que o saldo depende também do número de desligamentos.

Por NAZARÉ SARMENTO/Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem ilustrativa







