Nutricionistas e pesquisas recentes confirmam: descartar a gema priva o organismo de vitaminas, minerais e antioxidantes essenciais e não aumenta o risco cardíaco.
Durante décadas, descartar a gema do ovo foi uma prática comum entre quem buscava uma alimentação saudável, impulsionada pelo receio das gorduras e do colesterol. No entanto, o consenso científico e nutricional atual mudou: não existe justificativa médica para evitar o ovo inteiro em pessoas saudáveis.
O que você perde ao comer apenas a clara?
Embora a clara seja uma excelente fonte de proteína magra (3,6 g de proteína e 17 calorias por unidade), ela é composta majoritariamente por água e proteína. Toda a “densidade nutritiva” do alimento está concentrada na gema.
Um ovo inteiro fornece cerca de 71 calorias e 6,3 g de proteína de alto valor biológico, acompanhado de um poderoso coquetel de micronutrientes presentes na gema:
- Vitaminas e Minerais: Concentra as vitaminas A, D, E, K e do complexo B, além de minerais como ferro e zinco.
- Saúde do Cérebro: É uma das melhores fontes de colina, nutriente vital para o sistema nervoso, desenvolvimento cerebral e saúde óssea.
- Visão: Contém luteína e zeaxantina, antioxidantes que protegem a saúde dos olhos.
- Aporte diário: Consumir dois ovos por dia supre entre 10% e 30% de todas as necessidades vitamínicas diárias de um adulto.
E o colesterol da gema?
Segundo a nutricionista Ann E. Redwine, especialista da UT Physicians, a ideia de que a gema eleva o colesterol no sangue ficou no passado. A própria gema contém lecitina, um tipo de gordura saudável que reduz a absorção do colesterol no intestino.
Comprovadamente, o ovo inteiro não eleva o risco cardiovascular nem o colesterol sanguíneo, consolidando-se como um alimento seguro, acessível e altamente nutritivo.
Foto Reprodução: pat.feldman





