Por Arnaldo Silva da Rosa
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Se a tua boca cala, o olhar chama,
E diz aquilo que não sei dizer;
Há nele um céu que lentamente inflama
A noite que se esquece de morrer.
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Eu te contemplo, e o coração derrama
Segredos que não ousa revelar;
E, mesmo em silêncio, o amor proclama
O que nenhuma voz pode explicar.
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Talvez amar seja saber olhar
E ouvir, no breve instante de um momento,
A eternidade inteira a respirar.
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E quando a última luz tocar o chão,
A tela escura guardará o sentimento,
E o teu olhar viverá na escuridão.
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*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro efetivo da Academia de Letras de Belém-PA, titular da cadeira 20





