Espirrar é uma reação natural e involuntária do organismo para expelir agentes irritantes que entram em contato com a mucosa nasal como poeira, pólen, fumaça e pelos de animais. No entanto, quando as crises se tornam frequentes e vêm acompanhadas de coceira, coriza transparente ou nariz entupido, pode ser o momento de buscar avaliação médica.
Segundo o otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, o número isolado de espirros não é o único fator determinante para um diagnóstico. “Espirrar dez vezes seguidas pode chamar atenção, mas o número sozinho diz pouco. Precisamos observar a frequência, o contexto e, principalmente, os sintomas associados”, explica o especialista.
Rinite alérgica x Infecções respiratórias
Saber diferenciar o contexto das crises ajuda a identificar a causa:
- Rinite Alérgica: Crises em sequência, coceira no nariz e nos olhos, lacrimejamento, coriza fluida e obstrução nasal. Costuma ser engatilhada por situações específicas, como arrumar a casa, manusear roupas guardadas ou entrar em ambientes empoeirados.
- Gripe e Outras Infecções: Os espirros também podem surgir, mas geralmente acompanhados de dor de cabeça ou de garganta, tosse, prostração e febre.
Dicas para prevenir e controlar as crises
Para quem tem sensibilidade nasal ou rinite, diminuir o contato com os gatilhos é o passo mais importante. Confira algumas recomendações práticas:
- Mantendo os ambientes bem ventilados e higienizados;
- Lavando roupas de cama com frequência;
- Evitando o acúmulo de poeira e o uso de perfumes muito intensos;
- Realizando lavagem nasal com solução salina conforme orientação profissional.
Se os espirros forem persistentes ou passarem a prejudicar a qualidade do sono e a rotina, o acompanhamento médico é indispensável para definir o melhor tratamento que pode envolver desde o controle ambiental até o uso de medicamentos específicos.
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