Os bastidores do primeiro debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de domingo (18) pelo Grupo Bandeirantes, foram marcados por fortes tensões e trocas de farpas. Em um dos episódios mais comentados, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) deu tapinhas no rosto do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) após ser provocado pelo parlamentar.
Em gravação compartilhada nas redes sociais, Pavanato aborda Haddad chamando-o de “Taxad” e “demitido”. Ao ser questionado pelo jovem parlamentar se havia lhe dado um tapa, o ex-ministro ironizou dizendo tratar-se apenas de um “carinho”. Na sequência, Pavanato rebateu chamando o petista de “perdedor” e “tonto”. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também usou as redes após o evento para se referir a Haddad e à ex-ministra Simone Tebet como “desempregados”, em alusão às recentes derrotas da dupla nas urnas paulistas.
Debate acirrado e alarme de segurança Dentro do estúdio, a transmissão foi marcada por embates diretos sobre denúncias e escândalos, deixando pouco espaço para apresentação de propostas. Enquanto Flávio direcionou questionamentos à lobista Roberta Luchsinger, Lula cobrou explicações repetidamente sobre o patrocínio de Daniel Vorcaro (Banco Master) ao filme Dark Horse, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para selar o clima tenso da noite, a Polícia Militar de São Paulo precisou ser acionada na saída dos estúdios da Band devido a uma suspeita de bomba. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o alerta partiu do veículo que fazia o transporte de Flávio Bolsonaro.
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