Por Arnaldo Silva da Rosa
Se aos setenta a vida decretasse o final,
Quantos sonhos tombariam sem nascer?
Quantos gênios perderiam seu sinal,
Quantas obras morreriam sem florescer?
Há quem, aos oitenta, alcance a eternidade,
Erga impérios, mude o mundo e plante o bem;
Pois a vida não se mede pela idade,
Mas pelos sonhos que ainda guarda alguém.
Abraça a velhice sem medo da partida,
Há luz até quando o sol se vai embora;
Cada ruga é uma página vivida,
Cada instante é uma eternidade agora.
E se o tempo apagar minha juventude,
E a morte abrir as cortinas à minha frente,
Hei de amar-te para além da finitude:
O corpo envelhece, mas o amor continua ardente!
*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro efetivo da Academia de Letras de Belém-PA, titular da cadeira 20








