Em publicação preconceituosa, homem comparou fotos de profissionais negras e brancas e afirmou ter dado uma “boa clareada” no time.
As duas mulheres filmadas em uma briga generalizada com o ex-patrão em um centro empresarial de Salvador, na última terça-feira (6), trouxeram a público novas denúncias contra o empresário Adalberto Argolo. Segundo Mônica Freitas e Naiane Ferreira, o histórico de abusos inclui ameaças de morte e publicações de cunho racista feitas pelo investigado no final de 2025.
Em postagens de dezembro, Argolo comparou fotos das confraternizações da empresa de 2024 e 2025. Na legenda, afirmou que o nível do estabelecimento subiu após a equipe ter “clareado”, o que as vítimas apontam como racismo explícito. “Ele dizia que, se saíssemos para trabalhar para outra pessoa, ele nos mataria. Toda reunião tinha ameaça”, relatou Mônica em entrevista à TV Bahia.
O conflito físico, registrado em vídeo, teria começado após Naiane intervir para defender a amiga de agressões do empresário e de sua filha. Em contrapartida, Adalberto alega que as imagens foram editadas e que sua filha foi a primeira a ser agredida. O caso está sendo investigado como lesão corporal pela Central de Flagrantes, enquanto o centro empresarial manifestou repúdio à violência contra a mulher.








