Especialistas do Hospital Abelardo Santos reforçam que episódios de febre intensa podem desencadear crises e exigem avaliação profissional.
Recentemente, o tema das convulsões ganhou destaque, mas frequentemente é associado apenas a condições neurológicas em adultos. No entanto, o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, em Belém, emite um alerta importante sobre o risco dessas crises no público infantil. Especialistas da unidade explicam que as convulsões em bebês e crianças estão, na maioria das vezes, ligadas a quadros de febre alta, uma condição comum nesta fase do desenvolvimento.
O pediatra Marcel Ramalho esclarece que, apesar de causarem grande apreensão nos pais, nem toda convulsão febril indica uma doença neurológica crônica. Contudo, o médico ressalta que o atendimento profissional é fundamental caso o episódio ocorra ou se a febre for persistente. Sinais como apatia, choro inconsolável, recusa alimentar ou mudanças bruscas no comportamento da criança devem servir como gatilho para a busca imediata por auxílio médico.

Referência em pediatria na rede pública do Pará, o Hospital Abelardo Santos oferece uma estrutura robusta para lidar com esses casos. A unidade conta com pronto-socorro, centro cirúrgico, internação e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn) que operam 24 horas por dia. Esse suporte integral é essencial para garantir a segurança e a recuperação rápida dos pequenos pacientes.
Sobre as medidas preventivas, o Dr. Marcel Ramalho orienta que a monitoração constante com termômetro digital é a primeira linha de defesa. Ele explica que a febre é caracterizada por temperaturas acima de 37,5 °C, mas é quando os termômetros ultrapassam os 38,5 °C que o risco de complicações, incluindo a convulsão febril, aumenta consideravelmente, exigindo vigilância total dos responsáveis.
Para o manejo térmico, recomenda-se manter a criança bem hidratada, com vestimentas leves e em locais ventilados. O uso de compressas mornas é indicado como auxílio, porém o médico alerta que métodos caseiros ou banhos frios devem ser evitados. A consulta médica continua sendo o passo mais seguro, especialmente para que a causa da febre seja investigada e o medicamento adequado seja devidamente prescrito.
O pediatra também faz uma advertência rigorosa contra a automedicação, reforçando que o uso de antitérmicos deve respeitar a dosagem correta conforme o peso e a idade. Administrar remédios sem orientação profissional pode esconder sintomas graves e atrasar diagnósticos importantes. Em muitos cenários, somente exames complementares realizados por especialistas podem definir a gravidade da situação.
Por fim, caso a criança venha a convulsionar, a orientação é manter a calma, deitá-la de lado em uma superfície segura e jamais colocar objetos em sua boca. Após o fim da crise, é obrigatório levar o paciente ao serviço de saúde para uma avaliação completa. Segundo o Dr. Marcel Ramalho, identificar a origem da febre após a convulsão é o passo determinante para definir a melhor conduta médica a ser seguida.
Foto: Diego Monteiro









