A empresa Casa do Médico, situada na Avenida Augusto Montenegro, 798, no bairro da Campina, em Icoaraci, comercializou um aspirador nasal no valor de 410 reais para a senhora Rosimery Silva, de 35 anos, mãe de uma bebê de apenas quatro meses que passou 28 dias internada na unidade grave do Hospital Abelardo Santos. O aparelho não durou uma semana e queimou. A consumidora se dirigiu até a loja para solicitar a troca, sendo surpreendida com a negativa, sob alegação de que ela teria usado mal o equipamento.
O caso foi levado à Seccional Urbana de Icoaraci. Acompanhada de um agente policial, dona Rosimary voltou à Casa do Médico, porém, não houve acordo no sentido de sanar o problema de forma amigável.
Acontece que, como se trata de uma família humilde, não restará outra alternativa para dona Rosimary que, se sentindo roubada, terá de voltar para o Hospital Abelardo Santos se não quiser que a criança volte a passar mal, já que o equipamento é da maior importância para que ela respire sem problemas após ter feito uma traqueostomia na unidade grave daquela unidade hospitalar do Estado.

Dona Rosimary disse que passou agruras quando esteve no Abelardo Santos, haja vista que tinha que acompanhar a filha juntamente com o esposo e ainda teve de deixar outros três filhos na companhia da mãe dela que já é uma senhora idosa.
“Se minha filha passar mal, se minha filha vir a ficar mais doente é por causa da Casa do Médico e eu vou pra justiça, vou até os confins do mundo pra defender minha filha”, disse dona Rosimary, que acrescentou que pagou caro por um produto que praticamente já saiu estragado daquele estabelecimento que ela não recomenda pra mais ninguém.
O OUTRO LADO
A reportagem do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ entrou em contato com a Casa do Médico pelo fone 3038-0200. O funcionário que atendeu disse que não daria qualquer informações a “terceiros” e que outras explicações, só nos autos do processo que, certamente, será gerado.
Por Roberto Barbosa/Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Fotos: Reprodução







